terça-feira, 16 de julho de 2013

Economia Solidária (ou Capitalismo para pobres)

Encaixe-se no sistema, por favor!
Ah essas soluções mirabolantes! Essas... que parece que você tá ajudando, só que não! Assim é a economia solidária, a meu ver. E o pior de tudo é o alarde positivo sobre o assunto, e pior ainda é a idolatria aos beneficiados lutadores da ideia.
Trabalhei dois anos junto a comunidades carentes do interior do meu estado como consultor administrativo. O pedido da secretaria de Ação Social era: Utilize o programa de economia solidária para alavancar a comunidade! E assim fui. Foram meses de luta, conversas, capacitações, análises de mercado, custos, preços e produtos. E no final aconteceu o inesperado: A comunidade me convenceu de que ela não precisava ser alavancada!

Progresso pra que(m)?

Afinal, quem foi que disse que temos que correr atrás de dinheiro a todo custo? Onde foi que nos convenceram de que é um bom negócio vender nossa juventude, saúde e bem-estar por um punhado de papel? Será que precisamos mesmo de tudo isso? Será que dá para dizer: -Não, obrigado?
Alguém pode dizer que dinheiro traz felicidade, saúde e bem estar. Mas quanto de felicidade, saúde, e bem-estar precisam ser gastos para gerar dinheiro suficiente para se ter felicidade, saúde, e bem-estar?
Manual do Funcionário Capitalista
A economia solidária nada mais é do que uma tentativa de resgatar as engrenagens soltas da máquina capitalista e tentar reencaixá-las no sistema. Na grande maioria é financiada pelo poder público, gera custos operacionais (que são abocanhados pelos, ohh!, idealizadores), e tentam forçar pessoas que vivem suficientemente bem a 'entrar na roda'.

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