quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Idolatria aos idiotas no humor

Não sei o que se passa na cabeça dos humoristas novatos que, quando precisam criar um personagem para fazer piadas, invariavelmente caem em algum estereótipo de tapado. É uma falta tão grande de criatividade que daria para fazer até uma árvore genealógica de quem pegou carona em quem, gerando filhotes:
  • Idiota Matuto: Inicia-se com Mazaropi, e hoje dilui-se com Tiririca, Solineuza, etc.
  • Idiota ingênuo: Tem como pai o saudoso Zacarias, uma criança, e dai vai pra Nerson da Capitinga, etc.
  • Idiota gay: Trata todo homossexual como uma bicha loka, pervertida, carente mas muito fogosa. 
  • Idiota nordestino: Tantos e tantos usaram o estereótipo do paraíba, mal-educado, bruto, ingênuo. 
  • Malandro: O idiota que faz os outro de idiota. A boa e velha lei do Gerson. 
E assim vai. É um nivelamento por baixo do humor tão grande que se gerou o consenso entre a Elite Esnobe IntelectuaLoide Brasileira (EEILB) de que não se deve assistir os programas de humor, como Zorra Total, a Praça é Nossa e outros pingados da programação de domingo. 

Como disse, o problema não são os programas. É a invariável tendência de jogar um humor baseado nos idiotas! Dá até uma vergonha de programas como o Pânico, da rádio JovemPan, que é guiado por dois no papel dos 'inteligentes' (Emílio e Bola) seguidos de uma trupe de bocós, que fazem tudo que os espertos mandam. 

Mesmo um dos meus programas favoritos de humor, o The Big Bang Theory, as vezes cai no bobagismo para fazer rir. Ao tornar os protagonistas extremamente inteligentes, lhes tira boa parte do trato social, deixando-os como debiloides quando precisam falar com mulheres, ou enfrentar machões, ou tirar carteira de motorista, etc.

Será tão difícil assim fazer humor com inteligência?!

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