sábado, 22 de setembro de 2012

Dia mundial sem carro com bicicleta elétrica

Kasinski Prima 500 elétrica
Aproveitarei o dia mundial sem carro para fazer meu review da scooter bicicleta elétrica Kasinski Prima 500, que convenci minha esposa a adquirir como segundo meio de transporte urbano (também temos um carro 1.0 e duas bicicletas).

A primeira impressão ao vê-la é de fato a dúvida: O que é exatamente? É uma moto? É uma scooter? É uma bicicleta? Toda vez que sou abordado na ciclovia com ela (e isso ocorre muuuito), sempre digo que é um ciclo-elétrico. Comumente o ciclista que me pergunta vai me acompanhando, conversando, enquanto vou falando da grande vantagem de ter o motor elétrico para ajudar na pedalada. E que ajuda!

A Prima 500 tem um motor elétrico de 500 Watts, que permite ela chegar a até 35 Km/h. Junto com uma bateria de 12 Volts / 48Ah, ela tem autonomia de 30 quilômetros no modo econômico (ela tem um botão que se escolhe entre econômico e speed). A carga completa dura 8 horas, e nos meus cálculos iniciais custa R$ 1,50 para dar uma carga.

Na prática, tem sido um grande prazer ir à faculdade com ela. São 6 quilômetros de ciclovia, que são cruzados em 20 minutos, não importa o horário e o trânsito! E sem chegar suado, mesmo ao meio-dia! Ela é silenciosa e muito gostosa de pilotar, apesar de ter que andar somente a 20 km/h, para respeitar a legislação.

Legislação

Isso também é um ciclo-elétrico!
Assim que ela chegou aqui em casa, tratei de imprimir tudo que achei de legislação do CONTRAN que regulasse seu uso. No caso são as resoluções 315, que estabelece a equiparação dos veículos ciclo-elétricos, aos ciclomotores e os equipamentos obrigatórios para condução nas vias públicas abertas à circulação, e a 375, que acrescenta à 315 as regras que um ciclo-elétrico deve cumprir para poder andar em ciclovias, ciclofaixas e em calçadas.

Sim, calçadas. Afinal aquelas motinhas elétricas para bebês e crianças bem pequenas são também em tese ciclo-elétricos. As regras em resumo são:

  • Velocidade máxima de 6 km/h em áreas de circulação de pedestres;
  • Velocidade máxima de 20 km/h em ciclovias e ciclofaixas;
  • Uso de indicador de velocidade, campainha e sinalização noturna dianteira, traseira e lateral, incorporados ao equipamento;

Órgãos municipais são os responsáveis por complementar a legislação, obrigando o condutor a licenciar ou não o veículo, e portar ou não CNH para conduzir. Na prática o que temos é uma grande dúvida sobre como tratar os ciclomotores e ciclo-elétricos: Em Fortaleza, a AMC não exige licenciamento desses produtos, e não está cobrando CNH para conduzir. Já em Natal, recebi a informação de que lá é obrigatório ter CNH e placa. Detalhe: Depois de várias ligações para a AMC, ninguém sabia nada sobre bicicletas elétricas. E olha quem nem é tão novidade assim, ainda mais depois da polêmica que houve no Rio outro dia.

Isso não é um ciclo-elétrico!
Kasinski Prima 2000
O curioso que encontrei na Internet é que os grupos de ciclistas profissionais, esses que em geral fazem as campanhas contra o uso de carros, são contra as bicicletas elétricas! Encontrei vários blogs em que ciclistas não gostariam de dividir a ciclovia com esse tipo de equipamento. Mas vejo que parte dessa birra é culpa da legislação ainda fraca, que joga no mesmo saco motos infantis, cicloelétricos e scooters elétricas!

A Kasinski, por exemplo, tem um produto chamado Prima 2000, que não possui pedais e tem velocidade e autonomia similares a scooters movidas a gasolina. É claro que esse tipo de veículo não pode entrar em uma ciclovia!

O que importa é que com legislação ou não, as bicicletas elétricas já chegaram, e tomara que cada vez mais pessoas vejam que é uma ótima solução de transporte, principalmente para aqueles que não vão de bicicleta por conta de 'chegar suado no trabalho'. 

Um comentário:

  1. Pooonto para o Dannn!!!
    Hey, escreve aí que eu fui comprar a bike contigo!!!
    :-D

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