segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Por que visitar Marte é importante para a humanidade?

Neste mês o robô Curiosity da NASA pousou com sucesso na superfície de Marte, e já iniciou suas pesquisas em busca de vida. Mas nas redes sociais já começaram os questionamentos (em geral de religiosos) sobre o porquê de se gastar tanto dinheiro com essa missão. Ei-los:

Vida extraterrestre abundante?

Se for encontrado qualquer indício de vida extraterrestre, atual ou passada, teremos a comprovação de que a vida baseada em água e carbono é muito comum nos planetas rochosos com água líquida. Se apenas no nosso sistema solar temos dois planetas que geraram condições para a vida, essas mesmas condições devem propiciar vida fora do sistema solar. Sem mencionar a possibilidade de vida em outros locais do nosso sistema, como em Europa, lua de Júpiter.

DNA alienígena:


Se for encontrada vida extraterrestre, temos duas vertentes: Se o DNA for igual ao nosso, temos a teoria de que a vida se espalha pelo universo e prolifera aonde é possível, continuando com a incognita de onde começou. Mas se o DNA de seres de Marte for diferente, significa que a vida é muito mais simples de ser criada do inorgânico. A vida seria apenas a evolução natural da organização inorgânica para orgânica.

Revisão das religiosidades:

A meu ver, muitas TODAS as religiões teriam que se adaptar às novas notícias. Os dogmas da criação do universo por um ser divino teriam que englobar agora não só a criação do universo, mas sim a população desse universo além Terra. A série de questionamentos posteriores é lógica: Jesus veio 'salvar' somente o povo escolhido (Judeus), a população do planeta inteiro, ou do universo? Se eu sou espirita e reencarno, posso reencarnar em outro planeta, ou meu 'passe' só vale para a Terra? 

Chute definitivo no antropocentrismo:

O ser humano tem uma mania de grandeza natural, por achar que é o ser dominante do planeta, já que tem poder para destruí-lo (e vem o fazendo sistematicamente). Mas a possibilidade de vida fora da Terra, e a consequente possibilidade de vida inteligente passível de comunicação fora da Terra puxa o tapete de todos os dogmas que colocam o ser humano no centro de qualquer coisa (incluindo àquele de que deus é a imagem e semelhança do homem).