segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

O fim do mundo aconteceu!

Quem diria! Os Maias realmente estavam certos. O fim do mundo, como anunciado, aconteceu. Chegou ao fim este mundo como conhecemos, onde as instituições são mais importantes do que as pessoas, onde a imagem que você passa é mais importante do que você realmente é. Muitos dizem que deveria ter acabado mesmo. Afinal, tava podre. Ora, num mundo em que as religiões são usadas como massa de manobra social e política, contendo as revoluções contra o capitalismo com a mensagem "aceite sua cruz", de fato não era lá um mundo tão bom.

E os bancos? E o mercado financeiro? Uma massa disforme, feita de ouro e petróleo, que se move já sem controle dos seus criadores, gerando crises, suicídios, violência e pobreza. Alguns poucos montavam em cima dela, felizes sentindo o vento no rosto, e evitando olhar para a massa abaixo. Mas a fera era instável como um touro, sacodindo suas costas derrubando alguns no chão. À sociedade restava aplaudir os que conseguiram sair da lama e subir na besta. Eram os exemplos, os vencedores. Os novos peões, limpos da lama do chão, que iriam aproveitar sua estada nas costas da besta. Ufa! Ainda bem que isso acabou também.

Afinal, se não acabasse agora, já já ia acabar de vez mesmo, por conta da escassez de recursos naturais do planeta. Afinal, como diria o filósofo e agente Smith, os seres humanos perderam a simbiose com a natureza, e estava se comportando como vírus, exaurindo os recursos de uma área para procurar outras. O egoismo, comodismo, a hipocrisia e a preguiça coletiva humana já tinham marcado o fim do mundo. Os maias deveriam ter predito isso também.

Ainda bem que esse mundo se acabou! Tava na hora. Aqui do meu bunker caseiro escrevo essa mensagem, enquanto aguardo a fumaça e poeira baixarem. Para assim poder sair, olhar para o sol, para minha família e para meus vizinhos e poder viver essa nova vida. Onde não serei julgado pelo que tenho ou o que visto, mas pelo que penso e o que faço pelo coletivo. Onde posso, junto com outros, criar novos mecanismos de desenvolvimento que olhem para o ser humano e para a terra, e não para o dinheiro e os juros.

Um novo mundo começou para mim. E pode começara para você, se você fizer a sua parte. Agradeço antecipadamente o esforço.

domingo, 23 de dezembro de 2012

Obsolescência programada

Ontem estive em um batizado que ocorreu em uma casa secular, de uma família aristocrata que conseguiu manter sua sala de jantar intocável por, chuto eu, uns 80 anos. Tirando alguns quadros mais modernos e fotografias coloridas, a sala era toda composta de móveis antigos escuros e pesados, provavelmente de mogno, bem trabalhados e incrivelmente bem preservados. Admirado, passei boa parte do tempo avaliando a idade dos móveis e sua clara ausência de manutenção (tirando é claro o óleo de peroba e seu cheiro inconfundível).

Oitenta anos... oitenta anos se passaram e aquela cadeira de assento de couro estava lá, perfeita. Por que não podemos ter móveis desse jeito? Por que o sofá que comprei há 3 anos já está tão caquético a ponto de precisar ser reformado ou trocado? É uma tristeza ver que já não se fazem mais coisas para durar. Pior que isso... fazem as coisas de propósito para se quebrar!

Troquei semana retrasada de celular. Me recusei a comprar um aparelho novo, já que meu antigo Samsung Spica durou menos de 11 meses. 11 meses! Só não acionei garantia porque comprei fora do país. Mas é uma realidade ridícula que vivemos: Por uma questão de mercado, as empresas fazem as coisas para que quebrem com um tempo programado, para que os consumidores logo voltem às compras para substituir seus produtos.

Consumismo


Parte desse consumismo é tão grosseiro que embaça nossa noção do ridículo. Exemplo: Na época atual, o melhor telefone que existe é o Samsung Galaxy SIII, que custa R$ 1999,00! E tinha muita gente louca porque apareceram ofertas de R$ 1499 pelo aparelho. Ora, após parcelar esse valor em 10 vezes, ao final, você ainda estará pagando por um produto que já se desvalorizou bastante.

O consumismo gira a economia dos grandes países. Nos USA é comum a troca de aparelhos antes mesmo deles quebrarem, só pela força da propaganda e do status. E poucos americanos retornam seus aparelhos antigos ao mercado de usados, engavetando-os. Este ciclo de compras programadas mantém grandes economias. Também no Brasil existe uma parcela da população que troca de carro todo ano, aproveitando o anterior como entrada, e parcelando a diferença, o que dá uma falsa ilusão de estar se pagando pouco pelo produto. Poucos consumidores levam em conta que um carro novo se desvaloriza muito assim que sai da concessionária, e que o ideal seria usar bem o veículo por pelo menos 4 anos, passando um tempo sem pagar prestação.

É tão difícil assim criar coisas modernas que duram?

No universo de Star Wars sempre me admirei da qualidade e durabilidade das coisas que lá aparecem. As naves usadas pelos rebeldes são velhas e arranhadas, porém ainda funcionam muito bem. Quando Luke vai para o planeta pantanoso Dagobah, ai é que vemos quão duráveis são as coisas: Tanto a nave X-wing dele quanto seu robô R2-D2 caem no pântano, mas estão funcionando assim que saem da lama! O próprio R2-D2 atravessa funcionando todos os 6 filmes (quiça os novos 3 que virão), totalizando por baixo 40 anos em funcionamento, e sem upgrades! Ficção?! Por que?

Os produtos no Universo Star Wars são muito duráveis, aguentando de tudo!


Cabo Flat
No meu pensamento, as empresas poderiam mudar o foco de pesquisa de criar produtos que quebrem de forma programada para criar produtos que sejam de fato duráveis, e cobrar mais por isso. Acredito que haja mercado para isso. E as dificuldades técnicas não devem ser tão difíceis, já que é comum entre nossas matérias primas (plástico por exemplo) serem difíceis de sumir na natureza. E fazendo uma busca em ferros velhos e depósitos é muito fácil identificar soluções tecnológicas que são falhas e as que são duráveis. Por exemplo: A grande maioria dos defeitos em aparelhos comuns (televisores, DVDs, celulares) principalmente os com partes móveis, se dá por problemas nos chamados cabos flat, nitidamente uma solução barata e falha. Já consertei muita coisa só ajustando ou trocando esses cabos.

Com alguns conhecimentos que tenho de eletrônica, posso dar aqui alguns chutes de como conseguir aparelhos eletrônicos mais duráveis:

  • Selar placas de circuito: Muitos defeitos de placas, principalmente de computadores, se dá pela oxidação de trilhas. O desenvolvimento de algum material selante forte, que ainda assim permitisse a passagem de calor, poderia criar placas imunes a oxidação e até a prova d'água!
  • Melhor projeto de circuitos: Montar circuitos redundantes ou com proteções contra sobrecargas aumentaria um pouco os custos, mas os ganhos de longevidade provavelmente seriam maiores. Ora, a Pioneer X foi construida em 1971 e ainda tem coisas funcionando! Então não é impossível!
  • Evitar soluções ruins: Teclados do tipo chiclete ou membrana são horríveis, e em poucos anos de uso se acabam. Cabos flat são frágeis. 
  • Telas sem vidro: Telas sempre foram frágeis por conter vidro. Porém são promissoras as tecnologias de telas 100% plásticas, o que garantiria muito a sobrevida de produtos portáteis. Também o uso de telas do tipo LED ou OLED são muito mais duráveis do que telas de LCD (que têm tipo uma lâmpada fluorescente no fundo que queima com o tempo). 
  • Evitar partes mecânicas ou móveis: Dispositivos com partes móveis sempre deixam de funcionar antes, pela fragilidade dessas partes ou pelo desgaste com o uso. Se é difícil fazer algo durável com partes móveis, então não use! Outro exemplo é o dos HDs de computador (com partes mecânicas) versus os SSDs. Além de gastarem menos energia, os SSDs aguentam pancadas e quedas sem nem travar o computador!
  • Baterias removíveis: Como ainda não inventaram baterias com mais de 3 anos de vida útil, o ideal é que houvesse uma padronização de baterias de lítio (similar a padronização de pilhas) e que elas pudessem ser facilmente trocadas. 
  • Nada de encaixes, use parafusos: Peças de encaixe se rompem com quedas, ou dificultam a manutenção. O ideal é aproveitar a moda de parafusos aparentes e abusar deles. 
  • Borrachas ressecam: Poderiam ser trocadas por peças de material mais duráveis, como madeira, alumínio ou aço. Alguns tipos de plástico também ressecam em condições extremas, então seria não economizar nos materiais. 

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Idolatria aos idiotas no humor

Não sei o que se passa na cabeça dos humoristas novatos que, quando precisam criar um personagem para fazer piadas, invariavelmente caem em algum estereótipo de tapado. É uma falta tão grande de criatividade que daria para fazer até uma árvore genealógica de quem pegou carona em quem, gerando filhotes:
  • Idiota Matuto: Inicia-se com Mazaropi, e hoje dilui-se com Tiririca, Solineuza, etc.
  • Idiota ingênuo: Tem como pai o saudoso Zacarias, uma criança, e dai vai pra Nerson da Capitinga, etc.
  • Idiota gay: Trata todo homossexual como uma bicha loka, pervertida, carente mas muito fogosa. 
  • Idiota nordestino: Tantos e tantos usaram o estereótipo do paraíba, mal-educado, bruto, ingênuo. 
  • Malandro: O idiota que faz os outro de idiota. A boa e velha lei do Gerson. 
E assim vai. É um nivelamento por baixo do humor tão grande que se gerou o consenso entre a Elite Esnobe IntelectuaLoide Brasileira (EEILB) de que não se deve assistir os programas de humor, como Zorra Total, a Praça é Nossa e outros pingados da programação de domingo. 

Como disse, o problema não são os programas. É a invariável tendência de jogar um humor baseado nos idiotas! Dá até uma vergonha de programas como o Pânico, da rádio JovemPan, que é guiado por dois no papel dos 'inteligentes' (Emílio e Bola) seguidos de uma trupe de bocós, que fazem tudo que os espertos mandam. 

Mesmo um dos meus programas favoritos de humor, o The Big Bang Theory, as vezes cai no bobagismo para fazer rir. Ao tornar os protagonistas extremamente inteligentes, lhes tira boa parte do trato social, deixando-os como debiloides quando precisam falar com mulheres, ou enfrentar machões, ou tirar carteira de motorista, etc.

Será tão difícil assim fazer humor com inteligência?!

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Consumismo? Não, obrigado!

Estou teclando este post de um notebook que custou R$ 899,00. Ele tem 13 polegadas de tela, disco rígido de 500Gb e um processador mediano. Mas pagar 1,5 salário mínimo por uma máquina que pesa pouco mais de 1 quilo é excepcional!

Um equipamento que é muito similar em formato ao meu notebook é o Apple Macbook Air. Um equivalente ao meu (13 polegadas) está custando R$ 4999,00. Obviamente é mais potente, é mais bonito, e tem mais status. Mas eu chuto que 90% das pessoas que o compraram vão fazer o mesmo feijão-com-arroz de todo mundo: Acessar o facebook, digitar alguns documentos e planilhas, e salvar fotos. Só.

O capitalismo tem vários mecanismos para se reinventar. E em tempos de crise econômica, o Brasil se mostra forte com uma receita velha: O consumismo, por tanto tempo usado pelas grandes potências do mundo. Hoje há no Brasil uma necessidade de sustentação da economia com a inclusão das classes D e E no consumismo, e no inchaço da classe C. E para isso ocorrer, vale tudo: Obsolescência programada, Produtos de alta tecnologia com baixíssima qualidade (ex: celulares xing-ling), e status... muito status embutido nas novidades. Tudo para forçar a nova compra.

Um exemplo terrível de como o governo busca a todo custo essa escalada econômica é a isenção de IPI dos automóveis novos. Foi dada largada a uma corrida às concessionárias na busca de descontos, e isso girou muito a economia. Porém todas as grandes cidades brasileiras já estão com sua malha viária esgotada, não há mais local para novos automóveis. O que demandará novos investimentos em infraestrutura, novas licitações, novos viadutos. Impulsionando novamente a economia. Porém quem pagará a conta é a população, ao custo de seus impostos, e como resultado a criação de cidades cada vez mais excludentes, privadas e segregadoras. É a sociedade pagando para dar trabalho para os particulares. É a sociedade se movendo ao redor do dinheiro.

Você, refém das suas posses

Vejo que parte do problema vem da sedução dos produtos. O novo e o moderno trazem além do status uma satisfação pela posse. Muitas vezes todos os grandes recursos novos nem mesmo são usados. Quantos usam todas as possibilidades de seus espertofones smartphones? A luta aqui é a de fugir da lógica do mercado, de que diz que devemos consumir sempre. Não é normal trocar de aparelho celular todo ano. E se for trocar, é realmente necessário que seja o novíssimo? O que custa mais de dois mil reais? Junto desses aparelhos caros vem todo o medo da perda, e ai você vira refém da coisa. A coisa agora lhe possui. É difícil largar, ou aceitar a perda. Muita gente morre reagindo em assaltos pelo simples apego a alguma coisa que foi cara.

Desgarrar-se de bens tecnlógicos é difícil, anda mais quando você é um nerd geek de carteirinha. Mas não é impossível. Escolher bem um produto, pensar bastante no que de fato vai usar e o custo disso permite que você possa ter produtos que lhe tragam benefícios mas que não lhe deixam refém das coisas.

Hoje tenho um celular smartphone que custou 99 euros, um videogame portátil que custou 450 reais, e este notebook que uso. E estou preparado para a perda de todos. Seu custo-benefício já se pagou, então agora estou só no lucro. Pelo menos até o dia em que a obsolescência programada deles me forçar a uma nova compra.

sábado, 22 de setembro de 2012

Dia mundial sem carro com bicicleta elétrica

Kasinski Prima 500 elétrica
Aproveitarei o dia mundial sem carro para fazer meu review da scooter bicicleta elétrica Kasinski Prima 500, que convenci minha esposa a adquirir como segundo meio de transporte urbano (também temos um carro 1.0 e duas bicicletas).

A primeira impressão ao vê-la é de fato a dúvida: O que é exatamente? É uma moto? É uma scooter? É uma bicicleta? Toda vez que sou abordado na ciclovia com ela (e isso ocorre muuuito), sempre digo que é um ciclo-elétrico. Comumente o ciclista que me pergunta vai me acompanhando, conversando, enquanto vou falando da grande vantagem de ter o motor elétrico para ajudar na pedalada. E que ajuda!

A Prima 500 tem um motor elétrico de 500 Watts, que permite ela chegar a até 35 Km/h. Junto com uma bateria de 12 Volts / 48Ah, ela tem autonomia de 30 quilômetros no modo econômico (ela tem um botão que se escolhe entre econômico e speed). A carga completa dura 8 horas, e nos meus cálculos iniciais custa R$ 1,50 para dar uma carga.

Na prática, tem sido um grande prazer ir à faculdade com ela. São 6 quilômetros de ciclovia, que são cruzados em 20 minutos, não importa o horário e o trânsito! E sem chegar suado, mesmo ao meio-dia! Ela é silenciosa e muito gostosa de pilotar, apesar de ter que andar somente a 20 km/h, para respeitar a legislação.

Legislação

Isso também é um ciclo-elétrico!
Assim que ela chegou aqui em casa, tratei de imprimir tudo que achei de legislação do CONTRAN que regulasse seu uso. No caso são as resoluções 315, que estabelece a equiparação dos veículos ciclo-elétricos, aos ciclomotores e os equipamentos obrigatórios para condução nas vias públicas abertas à circulação, e a 375, que acrescenta à 315 as regras que um ciclo-elétrico deve cumprir para poder andar em ciclovias, ciclofaixas e em calçadas.

Sim, calçadas. Afinal aquelas motinhas elétricas para bebês e crianças bem pequenas são também em tese ciclo-elétricos. As regras em resumo são:

  • Velocidade máxima de 6 km/h em áreas de circulação de pedestres;
  • Velocidade máxima de 20 km/h em ciclovias e ciclofaixas;
  • Uso de indicador de velocidade, campainha e sinalização noturna dianteira, traseira e lateral, incorporados ao equipamento;

Órgãos municipais são os responsáveis por complementar a legislação, obrigando o condutor a licenciar ou não o veículo, e portar ou não CNH para conduzir. Na prática o que temos é uma grande dúvida sobre como tratar os ciclomotores e ciclo-elétricos: Em Fortaleza, a AMC não exige licenciamento desses produtos, e não está cobrando CNH para conduzir. Já em Natal, recebi a informação de que lá é obrigatório ter CNH e placa. Detalhe: Depois de várias ligações para a AMC, ninguém sabia nada sobre bicicletas elétricas. E olha quem nem é tão novidade assim, ainda mais depois da polêmica que houve no Rio outro dia.

Isso não é um ciclo-elétrico!
Kasinski Prima 2000
O curioso que encontrei na Internet é que os grupos de ciclistas profissionais, esses que em geral fazem as campanhas contra o uso de carros, são contra as bicicletas elétricas! Encontrei vários blogs em que ciclistas não gostariam de dividir a ciclovia com esse tipo de equipamento. Mas vejo que parte dessa birra é culpa da legislação ainda fraca, que joga no mesmo saco motos infantis, cicloelétricos e scooters elétricas!

A Kasinski, por exemplo, tem um produto chamado Prima 2000, que não possui pedais e tem velocidade e autonomia similares a scooters movidas a gasolina. É claro que esse tipo de veículo não pode entrar em uma ciclovia!

O que importa é que com legislação ou não, as bicicletas elétricas já chegaram, e tomara que cada vez mais pessoas vejam que é uma ótima solução de transporte, principalmente para aqueles que não vão de bicicleta por conta de 'chegar suado no trabalho'. 

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Por que visitar Marte é importante para a humanidade?

Neste mês o robô Curiosity da NASA pousou com sucesso na superfície de Marte, e já iniciou suas pesquisas em busca de vida. Mas nas redes sociais já começaram os questionamentos (em geral de religiosos) sobre o porquê de se gastar tanto dinheiro com essa missão. Ei-los:

Vida extraterrestre abundante?

Se for encontrado qualquer indício de vida extraterrestre, atual ou passada, teremos a comprovação de que a vida baseada em água e carbono é muito comum nos planetas rochosos com água líquida. Se apenas no nosso sistema solar temos dois planetas que geraram condições para a vida, essas mesmas condições devem propiciar vida fora do sistema solar. Sem mencionar a possibilidade de vida em outros locais do nosso sistema, como em Europa, lua de Júpiter.

DNA alienígena:


Se for encontrada vida extraterrestre, temos duas vertentes: Se o DNA for igual ao nosso, temos a teoria de que a vida se espalha pelo universo e prolifera aonde é possível, continuando com a incognita de onde começou. Mas se o DNA de seres de Marte for diferente, significa que a vida é muito mais simples de ser criada do inorgânico. A vida seria apenas a evolução natural da organização inorgânica para orgânica.

Revisão das religiosidades:

A meu ver, muitas TODAS as religiões teriam que se adaptar às novas notícias. Os dogmas da criação do universo por um ser divino teriam que englobar agora não só a criação do universo, mas sim a população desse universo além Terra. A série de questionamentos posteriores é lógica: Jesus veio 'salvar' somente o povo escolhido (Judeus), a população do planeta inteiro, ou do universo? Se eu sou espirita e reencarno, posso reencarnar em outro planeta, ou meu 'passe' só vale para a Terra? 

Chute definitivo no antropocentrismo:

O ser humano tem uma mania de grandeza natural, por achar que é o ser dominante do planeta, já que tem poder para destruí-lo (e vem o fazendo sistematicamente). Mas a possibilidade de vida fora da Terra, e a consequente possibilidade de vida inteligente passível de comunicação fora da Terra puxa o tapete de todos os dogmas que colocam o ser humano no centro de qualquer coisa (incluindo àquele de que deus é a imagem e semelhança do homem). 

terça-feira, 3 de julho de 2012

Por que o Arduino deve ir a escola?

A plataforma Arduino me fascina a cada dia. Para os que não conhecem, é uma plataforma de prototipagem usando eletrônica e programação, destinada a criação de objetos de computação física, em outras palavras, coisas inteligentes que reagem a estímulos do mundo real.
Meu primeiro projeto com o Arduino!
Quando você compra um Kit Arduino (recomendo ver o MercadoLivre), basicamente o que recebe é uma placa Arduino Uno, alguns sensores e um monte de fios. O segredo da genialidade dessa plaquinha é que dentro do seu chip principal temos um computador completo, que pode receber entradas, manipula-las, fazer cálculos e devolver saídas para o mundo real, tudo isso desatrelado de um computador comum. A placa, que tem memória para armazenar e executar pequenos programas, aceita códigos-fonte da linguagem Processing, mas para os que conhecem programação é muito similar ao Pascal ou a C.
Algumas coisas que dá para fazer com Arduino:

  • Uma luz piscar (Dãã...);
  • Fazer uma lâmpada comum se acender quando fica escuro (é o meu projeto da foto ao lado);
  • Fazer um alimentador de animais automático;
  • Solucionar pequenos problemas domésticos que precisem de uma reação à uma ação;
  • Automatizar uma casa para abrir portas e cortinas automaticamente, checar a segurança, ligar coisas com comando de voz;
  • Criar pequenos robôs exploradores, que desviem de obstáculos, ou que funcionem via internet;
  • Criar um videogame completo!

Programação obrigatória na escola

Sempre me perguntei qual é a idade mínima de uma criança em que se pode iniciar a programação. Quando tinha uns 13 anos um amigo de meu pai me emprestou o livro "Computes Grilo - Computador para todas as idades", de 1983. O livro, escrito por Rogerio Costa Pereira, era uma super aula ilustrada de Basic, linguagem de programação arcaica da Microsoft. Fiquei fascinado pela questão da lógica, e como era fácil escrever programas que tentavam imitar a resposta de um ser humano real (na época escrevia meus códigos no caderno do catecismo; só tive acesso a um computador 4 anos depois).
Afinal, qual a idade perfeita para iniciar com programação? 13 anos? 12? 7? Por que não? Os conceitos são muito mais simples do que se pensa por ai. Os não-programadores acham complicado porque nunca viram isso na vida. Mas... e se tivessem visto? Talvez ali na 3ª, 4ª série, entre uma fração e um MMC, se eles tivessem visto coisitas de programação linear? Será que não achariam mais fácil no futuro. Digo mais: será que eles não achariam a matemática mais fácil?
Eu aposto que sim: O uso da programação faria com que os alunos gostassem mais de matemática. E o uso do Arduino deixaria as aulas de programação muito mais visuais, palpáveis (um item essencial caso você queira ensinar algo a crianças). Afinal, é muito mais divertido dar comandos para ver um robô se mover no chão do que simplesmente ver um cursor se mover na tela.

Programar é para todos!

Todos os seres humanos programam. Só não sabem que o fazem! Quando você ensina alguém a ir a um dado lugar, dando instruções em uma dada sequência, isto é programação. Quando você segue uma receita de bolo passo a passo, executando sub-rotinas no meio (quebrar o ovo, medir uma quantidade), você está executando uma codificação. Os conceitos básicos de programar, como if (se tal coisa for verdadeira, faça isso...), while (enquanto tal coisa for verdadeira, faça isso...), e variáveis (x, y, pi), são também de fácil assimilação. Então porque as pessoas acham que programar é difícil? Será que é porque quando elas chegam na faculdade, todo o básico tem que ser assimilado em 2, 3 aulas, para já passar para o avançado? Será que se esse aluno tivesse visto isso ao longo dos anos, não conseguiria pensar na recursividade mais facilmente?

"-Crianças, compilem!"

A inclusão da programação no currículo básico escolar poderia ser uma solução para dois problemas de uma só vez: Aumentaria o interesse (e as notas) dos alunos em matemática, e daria uma melhor base para os futuros alunos das áreas exatas. O Arduino, com seu hardware super barato (R$ 50), é então a melhor das ferramentas para acabar com o maior problema da programação: A intangibilidade do código!

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

3 de Janeiro - Dia do Ladrão Cearense

No momento que escrevo a cidade de Fortaleza passa por um dia singular: Lojas fechadas, ruas vazias, e um temor geral. Os boatos de arrastões se alastraram pelas redes sociais logo após o início da greve dos policiais no estado. Nas rádios, diversas ligações de pessoas dizendo que toda a cidade está fechada. O pânico geral se alastrou.

Movimento de Manada

Porém olhando melhor para toda essa balburdia, o curioso e ver muito temor e pouco (ou nenhum) arrastão mesmo confirmado. Uma frase no facebook define bem isso: É o movimento de pânico mais mal documentado da história dos celulares com câmera! Não nego que houveram casos documentados, mas questiono os números desse movimento. 
O mais incrível mesmo é que se um número pequeno de ocorrências fechou a cidade de Fortaleza completamente, significa que o movimento pró-medo, financiado por programas policiais sanguinolentos, muitas vezes dirigidos por vereadores e deputados, venceu. O medo é hoje a mola propulsora para a venda de cercas elétricas, carros com fumê, muros, e serve como ferramenta política para manobras entre partidos inimigos. 

Quem está no meio?

Não estou a favor de ninguém nessa disputa. Se tudo isso é um movimento de boataria para derrubar o atual governador, ou se é boataria dos policiais para forçarem seus aumentos (necessários, diga-se de passagem) ou se é a realidade tendo em vista a incompetência do governo estadual, não importa. O que de fato ocorre é que a população está no meio, sendo usada, abusada, ou manipulada.