quarta-feira, 14 de setembro de 2011

A morte do último legado da Palm - WebOS

É com tristeza que leio sobre a morte do último legado da Palm, o sistema operacional WebOS. Como grande fã das soluções da empresa sinto pelo desmantelo da empresa (e seus produtos e soluções), muitas vezes deixados de lado por argumentos empresariais de curta visão.
Evolução dos produtos Palm
A Palm nasceu das idéias de computação portátil de Jeff Hawkins, que durante a invenção do palmtop passou vários meses andando de lá pra cá com um tablete de madeira, fingindo escrever notas com uma pequena caneta. Mal sabia que o que ele fez é a base da prototipagem de baixa fidelidade, hoje tão comum nos tempos de iPads e Androids.
Olhando nos meus registros tive ao todo 10 palmtops (de 1998 a 2008):

  • IIIe, 2MB, preto e branco.
  • IIIc, 8mb, colorido.
  • m130, 2mb, colorido.
  • m100, 2mb, preto e branco.
  • Zire 71, 8mb, colorido, com câmera.
  • Palm Tungsten (lindão!) colorido.
  • PocketPC da HP (virei a casaca!)
  • Sony Clié NX60 (câmera, teclado, resolução de 320x480, GPS via cartão de expansão!)
  • Sony Clié TX (câmera, teclado, wi-fi, resolução de 320x480, rivalizaria com muito smartphone hoje!)
  • Palm Centro, smartphone.
Palm Foleo, o natimorto precursor dos netbooks

Depois desses ai passei para os smartphones com Windows Mobile, e por último estou com um Android. 
Minha tristeza com a empresa é que ela tinha a inovação na mão. Ela era, no começo do século XXI, a dona da tecnologia mais promissora para mobilidade, e tinha mais de 90% de market share. Porém uma sequência de mancadas administrativas afundou a empresa. Entre elas:
  • Em 2001 o novíssimo Tungsten executava seus programas em um processador ARM e seu sistema operacional PalmOS 5. Em 2008 o smartphone Palm Centro ainda usava o mesmo processador e o mesmo sistema operacional!
  • Em 2007 a empresa estava para lançar uma revolução: O Palm Foleo, que era um notebook super leve, com tela pequena, somente para acessar a internet. Ao apresentar para o mercado, vários analistas não entenderam aquele equipamento que ficava entre um notebook e um netbook. A empresa, faltando meses para o lançamento, desistiu do equipamento. 6 meses depois a Asus fatura alto com o conceito de netbook, um equipamento leve, simples, para acessar a internet. O conceito evolui até agora, com os chromebooks
  • Os recentes lançamentos, como o Palm Pre, foram chamados de iPhone-killer. Porém por pouca distribuição aos revendedores, e parcimônia no investimento, o produto é raro e o novíssimo WebOS não lista nem nos novos sistemas operacionais para tablets.