quinta-feira, 28 de julho de 2011

O Turista Tecnológico

Farei um post diferente dessa vez, relatando minha experiência de viagem tentando extrair o máximo da tecnologia dos dias atuais. São coisas que estão completamente acessíveis para qualquer pessoa comum, porém pelo que vejo ainda parece surpresa para a maioria.

GPS e Mapas Locais Gratuitos

Há muito tempo tenho fascínio por GPS. Basicamente é um rádio que recebe sinais de satélites e calcula sua posição. Para muitos leigos, GPS é algo para se ter no carro, ou é algo grande, porém não consigo mais viajar sem meu GPS de mão munido de mapas dos locais onde vou visitar.

O grande barato aqui são os mapas dos locais. Sejam pagos (https://buy.garmin.com/shop/buymaps.do) ou gratuitos (ver lista abaixo), a praticidade que ele lhe oferece é tanta que eu diria que os guias de turismo estão com os dias contados. Usando um GPS Etrex HC da Garmin e um mapa gratuito, eu pude durante minha última viagem:

GPS Etrex e mapa da Europa

  • Saber exatamente em que cidade, rua ou parque eu estava.
  • Saber quanto tempo demoraria para chegar em algum ponto.
  • Procurar restaurantes, lanchonetes ou supermercados mais próximos d'onde eu estava, recebendo a distância, o endereço e inclusive o telefone de lá. O GPS também me guiava através de setas como chegar ao local.
  • Procurar pontos de transporte, como pontos de ônibus, estações de metrô, aeroportos, etc.
  • Ver o percurso que estava fazendo de carro, evitando enroladas de taxistas com percursos mais longos, etc. 
  • Procurar praças ou parques próximos para descansar.
  • Procurar hoteis ou pontos turísticos.
 Meus amigos que viajavam comigo se espantavam quando eu saía do metrô e já dizia 'nosso hotel é naquela direção, duas quadras'. Existem muitos mapas gratuitos facilmente baixáveis para aparelhos da marca Garmin. Infelizmente não parece ser tão fácil encontrar mapas gratuitos para outras marcas.


Para viagens a pé, recomendo muito os GPS de trilha, pois são mais resistentes (queda, água, etc.) e robustos. Porém nada impede de usar um GPS veicular para seus passeios. Todos da Garmin permitem o uso tipo pedestre, e irão funcionar muito bem. 

Preparar roteiros com Mapas e informações on-line

Fui por muito tempo adepto dos guias de viagem. Eles pareciam ser as melhores opções para descobrir coisas que um viajante comum passaria batido. Porém isso acabou com a Internet. Mesmo que ainda não tenha nascido um site único de planejamento de turismo perfeito, a grande rede pode fornecer toda informação necessária que um viajante precisa para aproveitar o máximo de seu passeio. Pontos turísticos, locais interessantes, roubadas, tudo pode ser acessado e pesquisado. É claro que isso exige um esforço prévio, porém se bem feito irá deixar a viagem muito mais a cara do viajante (ou muito mais compatível com o bolso!).
Street View nas ruas de Paris

Obviamente os mapas do maps.google.com ou outro similar também são uma mão na roda! Você pode já ter uma idéia de locais próximos, ou pontos de metrô nas redondezas d'onde pretende ir. Melhor do que isso é mesmo estar virtualmente no local, usando o Google Street View (http://maps.google.com/help/maps/streetview/) . É incrível ver que ainda tem tanta gente que não conhece o Street View, e ao mesmo tempo vê-los maravilhados com o passeio virtual possível com ele.

Outra tecnologia também muito boa é a própria visita virtual a um local. Um exemplo me marcou: A Capela Sistina. Se você vai lá durante o verão, não é nem um pouco uma experiência transcendental como se espera. O local é lotado, barulhento, gente lhe esbarrando todo o tempo, além dos guardas nem um pouco simpáticos reclamando e mandando as pessoas fazerem silêncio (aos berros !). Muito melhor foi minha experiência virtual, acessível aqui - http://www.vatican.va/various/cappelle/sistina_vr/index.html . Você pode olhar com calma, dar um zoom, se ambientar mesmo! É claro que não é a mesma coisa, mas vale uma visita antes ou depois de ir conhecer a coisa real.

Comunicação remota

Passou-se o tempo que ligar para casa ou estar em contato no exterior era difícil. Sinceramente só paga caro por ligação internacional quem quer! Primeiramente temos o bom e velho Skype. Com R$25 em créditos, comprados via cartão, fizemos várias ligações durante toda a viagem, além de mandar vários SMSs para amigos e familiares. Para isso, na Europa, bastou ter um smartphone ou um netbook levinho com Skype. Ótimos locais de conexão são os Starbucks e as McDonnalds, que tem rede WI-FI livre. 

Para acessar dados livremente com um smartphone, uma boa solução que encontrei (fora as redes WI-FI livres) foram os chips MaxRoam (http://www.maxroam.com) ou similares. São companhias telefônicas especializadas em turistas ou imigrantes, com taxas bastante competitivas. Os chips também permitem acesso a dados, apesar de não ter um preço assim tão bom. Mas para uma tuitada básica, vale a pena!

A dica para receber ligações no exterior sem a pessoa que está ligando pagar nada e você pagando muito pouco (tarifa do Skype) é configurar um número SkypeIn redirecionando para um chip que você comprou no exterior! Peguei a dica do blog http://www.viajenaviagem.com/2009/03/o-jeito-mais-barato-de-usar-o-celular-no-exterior-dica-do-frugal-traveler/ . Resumi o uso no diagrama abaixo. O SkypeIn deixou de funcionar por um tempo no Brasil (2011), mas já vai voltar. Existem outros serviços de números virtuais também, basta pesquisar.
Usando o SkypeIn e um chip extrangeiro para receber ligações do seu celular numa viagem
Ao final da operação, a pessoa que lhe ligou vai pagar a tarifa normal que já pagaria, e você irá pagar uma ligação normal do seu celular (tarifa do seu siga-me) mais uma tarifa do Skype, que para a maioria dos países da Europa será algo entre R$ 0,50 e 0,75. Não é de graça, obvio, mas é muito barato e compensa para aqueles que querem ter a comodidade da sua mãe (ou o patrão) ligar a qualquer momento facilmente.

Realidade aumentada

Aqui vou apresentar somente uma ferramenta: O Google Goggles (http://www.google.com/mobile/goggles). Mas ela sozinha já é algo incrível (se você tiver conexão de dados no seu smartphone). Basicamente é um software que você aponta a sua câmera do seu smartphone para algo, e o software diz o que aquilo é. Não importa se é um livro, um jogo, uma garrafa, uma obra de arte ou um ponto turístico. Ele simplesmente irá lhe falar o que é aquilo e dar detalhes. Imagine aqueles audioguides que lhe dão nos museus. Pois é como se fosse um audioguide do mundo! As possibilidades são infinitas:

  • Ao visitar um museu, apontando o celular para uma obra, tem-se todo o histórico dela.
  • Ao comprar um livro, apontando-se para a capa, tem-se todos os preços de outras livrarias e reviews.
  • Ao andar pela cidade e chegar a uma estátua desconhecida, pode-se saber de quem é e sua história.