segunda-feira, 9 de maio de 2011

Filme: Impacto Profundo (1998)

Lendo recentemente sobre o asteroide que irá passar daqui a alguns meses, em novembro de 2011 (Leia mais em http://eternosaprendizes.com/2011/05/03/2005-yu55-um-asteroide-de-400-metros-vai-passar-entre-a-lua-e-a-terra-em-novembro-de-2011/), não pude deixar de lembrar do melhor filme de ficção científica tipo catastrofe, Impacto Profundo (Deep Impact - veja mais no IMDB). 

O tal asteroide de 2011 não trará riscos para nós, como tudo indica. Riscos muito maiores corremos com o 99942 Apophis, que dependendo do desvio que receber da gravidade da Terra em 2029, terá chances de nos atingir em 13 de Abril de 2036. Se a possibilidade de impacto se confirmar (o que saberemos somente depois de 2029), tenho certeza de que o cenário mundial será muito similar ao do filme em questão. 

O filme Impacto Profundo foi, na sua época, eclipsado por outro mais famoso, o Armageddon (1998), que como muito filme americano, pega um tema bom e resume tudo a um amor de um astronauta (Ben Affleck) e sua garota (Lyv Tyler). Ponha um ator famoso (Bruce Willis), cenas catastróficas no meio, e os Estados Unidos salvando o mundo no final para fechar o tema importante como mais um clichê cinematográfico. Uma pena, porque vários elementos importantes da sociedade humana simplesmente não estão presentes no filme Armageddon, e que ao meu ver são exatamente os pontos que importam caso a humanidade esteja a beira da possibilidade de acabar.

Humanidade e o terror da morte

O filme primeiramente trata dos seres humanos. Dos seus medos e de seus amores. O espectador passeia por esses sentimentos ao ver a reporter (primeira a descobrir que o governo encobre o asteroide) que não pode salvar a mãe por já ser velha (somente os mais novos podem pleitear uma vaga nos bunkers). Vemos também um jovem astrônomo amador (Elijad Wood) fugindo do medo de estar só e casando-se com sua também pré-adolescente namoradinha. Temos um presidente americano (Morgan Freeman espatacular!) impedido de fazer muito porque não há nada a fazer, a não ser tentar evitar que a própria sociedade se mate antes de morrer de vez com o impacto. Obviamente há uma tentativa de se salvar a Terra, mas que diferente de Armageddon, não dá completamente certo. Ao final temos a certeza de que somos poeira espacial, de que o espaço é algo muito perigoso para uma raça frágil como a nossa, e que se um asteroide realmente estiver em rota de colisão com nosso planeta, no atual estágio tecnológico, não há muito o que se fazer, a não ser torcer que sobre alguém pra contar a história. 

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