quarta-feira, 11 de maio de 2011

Por que a Educação a Distância não funciona?

A lenga-lenga é sempre a mesma: O mundo mudou... era da informação... Google... blá blá blá... etc. E o respingo disso tudo na educação tem um nome: Educação a Distância (ou EaD). Lindo no papel. Na prática estão fazendo tudo errado!

EaD já não é novidade. Basicamente é um professor ensinar estando em um local ou tempo diferente do aluno. Também se pegarmos o histórico de EaD, não é nada recente. Sua história data da época da Grêcia e Roma antiga, quando as correspondências começaram a levar informação de forma mais sistemática.

Dai já podemos analisar: EaD não nasceu com o computador, e sim com os cursos por correspondência! Lembro de ter achado vários materiais dos cursos do Instituto Universal Brasileiro que meu pai fazia. Era muito comum encontrar em revistinhas em quadrinhos as propagandas do IUB.

Por que EaD deveria funcionar?


  • Material didático: É melhor! Ou deveria ser. Livros não são clicáveis. As vezes nem cores tem. Livros não são dinâmicos, não mostram formulas de física exemplificadas com um diagrama com movimento. Livros não podem ter vídeos atrelados. As possibilidades de material didático para EaD são tantas, que nem se considera mais material didático. Sem contar as possibilidades de colaboratividade com softwares tipo wiki, onde os próprios alunos podem construir juntos seu material didático.
  • Acesso aos melhores professores: Pelo menos em tese, isso é uma super vantagem! Um professor não tem condições de lecionar para muitos alunos. E alunos as vezes não estão aonde os bons professores estão. A EaD retira a lacuna do espaço e assim é possível ter muita gente bebendo da fonte do conhecimento. 
  • Educação para quem não tem tempo: O mundo capitalismo é cruel: Ao mesmo tempo em que diz que você deve sempre estar atualizado, lhe cobra que esteja no mercado trabalhando. Então para essas pessoas, a EaD pode ser a solução: Estudar em casa em horários flexíveis. 
  • Avanço em degraus: Um sistema de EaD bem feito obriga o aluno a acompanhar. Quando você está numa aula presencial e com a cabeça na lua, você perdeu àquela aula. No EaD (em CNTP) existem pequenos testes a cada mini-etapa, que lhe obrigam a estar atento para responder. Se você não estava atento, pode repetir o conteúdo quantas vezes quiser. Como cada um fica no seu ritmo, só se atrasa quem não prioriza. 

E afinal o que está sendo feito de errado?

O que se vê na grande maioria dos sistemas de educação a distância por ai é simplesmente que estão tentando usar a tecnologia nova para reproduzir conceitos velhos de educação. É o velho escrevendo com carvão na parede da caverna para os jovens (veja meu post por que a escola não funciona).

  • Pouco ou nenhum conteúdo portado especialmente para EaD: Por falta de interesse, conhecimento ou ignorância mesmo, os professores formadores, responsáveis pela criação dos cursos, não transportam os materiais para o formato multimídia ou hipertexto. São os velhos textos longos, não ilustrados de sempre. 
  • Professores tutores não conhecem os conteúdos: O tutor do EaD faz um papel indigno por sua simplicidade: Ele está lá para puxar orelhas. Na grande maioria dos casos, ele não conhece (ou não tem interesse em conhecer) os conteúdos. Seu trabalho se restringe a analisar estatísticas de acesso e intermediar contatos. 
  • Alunos dão pouca prioridade ao EaD: A vida ocupada, a família, o lazer, tudo acaba sendo prioritariamente mais importante do que a educação à distância. Pouquíssimos alunos incluem seus cursos de EaD em sua agenda semanal. Provavelmente entram no EaD somente quando estão ainda empolgados (no início) ou muito aperreados (no final), minando por completo o processo. 

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Filme: Impacto Profundo (1998)

Lendo recentemente sobre o asteroide que irá passar daqui a alguns meses, em novembro de 2011 (Leia mais em http://eternosaprendizes.com/2011/05/03/2005-yu55-um-asteroide-de-400-metros-vai-passar-entre-a-lua-e-a-terra-em-novembro-de-2011/), não pude deixar de lembrar do melhor filme de ficção científica tipo catastrofe, Impacto Profundo (Deep Impact - veja mais no IMDB). 

O tal asteroide de 2011 não trará riscos para nós, como tudo indica. Riscos muito maiores corremos com o 99942 Apophis, que dependendo do desvio que receber da gravidade da Terra em 2029, terá chances de nos atingir em 13 de Abril de 2036. Se a possibilidade de impacto se confirmar (o que saberemos somente depois de 2029), tenho certeza de que o cenário mundial será muito similar ao do filme em questão. 

O filme Impacto Profundo foi, na sua época, eclipsado por outro mais famoso, o Armageddon (1998), que como muito filme americano, pega um tema bom e resume tudo a um amor de um astronauta (Ben Affleck) e sua garota (Lyv Tyler). Ponha um ator famoso (Bruce Willis), cenas catastróficas no meio, e os Estados Unidos salvando o mundo no final para fechar o tema importante como mais um clichê cinematográfico. Uma pena, porque vários elementos importantes da sociedade humana simplesmente não estão presentes no filme Armageddon, e que ao meu ver são exatamente os pontos que importam caso a humanidade esteja a beira da possibilidade de acabar.

Humanidade e o terror da morte

O filme primeiramente trata dos seres humanos. Dos seus medos e de seus amores. O espectador passeia por esses sentimentos ao ver a reporter (primeira a descobrir que o governo encobre o asteroide) que não pode salvar a mãe por já ser velha (somente os mais novos podem pleitear uma vaga nos bunkers). Vemos também um jovem astrônomo amador (Elijad Wood) fugindo do medo de estar só e casando-se com sua também pré-adolescente namoradinha. Temos um presidente americano (Morgan Freeman espatacular!) impedido de fazer muito porque não há nada a fazer, a não ser tentar evitar que a própria sociedade se mate antes de morrer de vez com o impacto. Obviamente há uma tentativa de se salvar a Terra, mas que diferente de Armageddon, não dá completamente certo. Ao final temos a certeza de que somos poeira espacial, de que o espaço é algo muito perigoso para uma raça frágil como a nossa, e que se um asteroide realmente estiver em rota de colisão com nosso planeta, no atual estágio tecnológico, não há muito o que se fazer, a não ser torcer que sobre alguém pra contar a história.