quinta-feira, 31 de março de 2011

sexta-feira, 25 de março de 2011

Wow message! A mensagem alienigena!

Desde que o homem entendeu que não era o centro do universo, e que compreendeu que seu sol não é nada mais do que uma estrela ordinária, em uma galáxia ordinária (dentre as BIlhões outras), a humanidade logicamente se perguntou: Estamos sós no universo? Logo dois tipos de pessoas, impulsionadas por essa questão, começaram a estudar à sua maneira as idéias sobre o assunto: Os ufólogos e os astrônomos.

Astronomia todo mundo conhece: O estudo científico dos astros (não confundir com astrologia, a pseudo-ciência que viaja na maionese).  Já a ufologia é a pseudo-ciência que tenta provar, classificar e estudar os Objetos Voadores Não Identificados (OVNIs) e seus ocupantes. Infelizmente Com razão a comunidade científica não apoia a ufologia já que esta não utiliza o método científico para embasar suas pesquisas.

Bom, se tem uma coisa que esse símio que vos fala acredita é que sim, existe vida fora da Terra (veja meu post anterior falando sobre isso: Por que há vida fora da terra?). O grande problema é que, de acordo com as leis da física (até que se prove o contrário, vale para nós e para eles), nada viaja acima da velocidade da luz. E com um universo tão grande, ter um visitante alienigena por aqui é bastante improvavel.

Comunicação à velocidade da luz

Felizmente existe uma forma de se viajar a velocidade da luz: Ondas de rádio! As ondas eletromagnéticas viajam livremente pelo espaço e podem ser um veículo perfeito plausível para o nosso primeiro contato com outra forma de vida inteligente. A comunidade científica abraça a idéia, e desde a década de 70 vários estudos, tanto de emissão de mensagem quanto de busca de mensagens foram realizados. A mensagem de Arrecibo foi a mais famosa tentativa humana de mandar um recadinho para nossos vizinhos. O projeto SETI, muito bem mostrado no filmaço 'Contato' é a nossa tentativa de ouvir mensagens de fora.

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O que muitos não sabem é que essa busca por sinais extraterrestres renderam um resultado. Ele foi ouvido uma única vez, num intervalo de pouco mais de um minuto, sendo transmitido da constelação de sagitário. Essa mensagem é hoje chamada de Wow message, devido à inscrição que seu descobridor, Jerry Ehman, colocou ao lado do código que indicava a recepção de um sinal fortíssimo, no dia 15 de agosto de 1977.

O sinal foi emitido somente uma vez, na frequência 1420,456 MHz (frequência do Hidrogênio) e infelizmente após várias tentativas de apontar antenas para aquela região, nada mais foi encontrado. Porém várias características do sinal (intensidade, tempo de recepção, frequência) encaixam perfeitamente nas características de uma transmissão não natural, com a intenção de contato extraterrestre. Provavelmente nossa primeira prova de vida alienígena, não alardeada pelo simples fato de ter sido recebida só uma vez!

Mas se estamos procurando há mais de 30 anos, porque só recebemos uma mensagem? E as milhares de civilizações que estariam pelo universo, de acordo com a equação de Drake? Infelizmente o espaço é muito grande. E procurar sinais assim é muito pior do que agulha no palheiro. Encontrar um sinal envolve apontar a antena para a coordenada exata, na hora exata de uma transmissão. Também temos que torcer para que nossas civilizações estejam coincidentemente no mesmo nível tecnológico (se uma civilização descobriu o rádio 100 anos antes de nós, os humanos perderam a mensagem por pouco, porque ainda não estavam preparados para ouvir!). Sem contar problemas com o tempo de transmissão (uma mensagem vinda da estrela mais próxima demora 4 anos para chegar aqui), são muitas variáveis para bater.

O que importa é que só agora instalamos nosso telefone estrelar. Ainda é pouco tempo para tirarmos conclusões. Talvez estejamos na freqüência errada? Talvez a mensagem seja muito rápida? Ou muito curta? O que importa é que mantenhamos nossas antenas e nossa mente abertas para o que o espaço tenha a dizer.

Saiba mais sobre a Wow! Message no link http://www.damninteresting.com/the-wow-signal

quarta-feira, 9 de março de 2011

Achismos, Power Balance e idiotice coletiva

Li recentemente o post “Mas comigo funciona!” do site http://www.ceticismoaberto.com, que explica dentre outras coisas  sobre o efeito placebo, sugestionabilidade e correlação, e mostra como se proteger em uma pesquisa desses falsos positivos, usando técnicas para impedir a sugestionabilidade nos testados (caso controle) e nos testantes (duplo-cego). O texto já explica de forma primorosa todas as situações, por isso vou passar para uma análise mais antropológica da coisa: Por que os seres humanos não testam suas hipóteses? 
Amuletos. Seus usuários acreditam na superstição de que seu uso garante poderes mágicos
Outro dia no elevador, comentei com minha esposa que meu óculos estava me dando dores de cabeça (provavelmente indicando que preciso checar minha miopia). Um senhor freetalker ouviu e comentou que não acreditava nos óculos, e achava que óculos eram coisas para prejudicar as pessoas! Uau! Isso sim é que eu chamo de um idiota conspiracionista!

Conspiração, eu quero uma pra viver!

Já perdi as contas de quantas vezes eu constrangi amigos por repassarem bobagens e achismos, tanto pela internet quanto em rodas de conversa. São àqueles velhos casos de marcas na caixa do leite, meninas desaparecidas, doenças terríveis, homem na lua, etc. E são coisas repassadas como verdades inquestionáveis, mas que nenhuma dessas pessoas fez o mínimo movimento de pensar e se questionar da verdade daquilo. Coisa que seria contestada facilmente com uma acessada no google.

Outro holograma que fazia bem a humanidade
A última bobagem moda que apareceu foi uma pulseira de silicone com um holograma (!?) mágico nela, chamado de Power Balance, e que clama trazer benefícios de maior equilíbrio para o idiota usuário que a tem no braço. [espaço reservado para um palavrão daqueles!] Como é que pode alguém acreditar numa balela dessas?! Sério... se for pra inventar uma lorota assim, não era mais lógico (ou poético) colocar um pedaço de pedra, ou um metal raro (ou dizer que é raro) e fazer demagogia ligando as "propriedades" do ítem com os benefícios? Mas não! Eles colocaram um holograma!!! Acho que a última vez que alguém distorceu assim o conceito científico de holograma foi na série Automan, em que um policial gênio da informática cria um programa de computador, seu alter-ego, que se materializa em forma de um holograma (?!) para combater o crime!

Minha aversão à mídia me fez perder o bonde dessa tal power balance. Quando soube da história, o fabricante já estava sendo forçado a falar a verdade: Que seu produto não tem nenhuma propriedade cientificamente comprovada. Fico imaginando eu propondo uma verificação simples, com testes cegos, usando o Wii e a balance board para ver provar pros incautos a grande bobagem que eles compraram!

Navalha de Occam sobre esportistas comprovando a power balance: O que é mais fácil? Um esportista como Barichello testar a pulseira e depois comprovar, dai ajudando a vender milhões; ou o patrocinador pagar para ele usar, ele "comprovar", dai ajudando a vender milhões? Pense!