quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Por que o e-book irá revolucionar a escola?


E-reader Positivo Alfa
Faz uns 6 meses que estou experienciando a leitura com e-readers (e-books). Para quem não conhece, um e-reader é um dispositivo portátil, do tamanho de um livro tipo pocketbook, um pouco mais pesado, e dotado de uma tela do tipo e-ink (tinta eletrônica), que é o grande diferencial do equipamento comparado com iPad's e outros tablets (que usam telas retroiluminadas LCD).

A tela e-ink tem muitas vantagens:
  • Não cansa a vista: Por não jogar luz nos olhos, e não ter flickering (piscando como um monitor comum), a tela pode ser usada por horas a fio sem cansar a vista. Quem já tentou ler algo muito longo no computador sabe do que estou falando.
  • Simula muito bem o papel: Mesmo olhando de muito perto é difícil ver pixels ou chanfros nas fontes. Sua leitura é perfeita, mesmo em condições de luz solar direta (coisa impossível de se ter em um iPad).
  • Pouquíssimo gasto de bateria: A tela só gasta bateria quando está se 'desenhando'. Após o processo, não há gasto de energia. É possível inclusive deixar uma imagem na tela (foto, texto) com o equipamento ligado. Com isso, diferente de outros tablets, as autonomias são medidas em dias, e não em horas.
Os formatos aceitos vão do perfeito ePUB (preparado para os equipamentos) até o famoso (porém não tão vantajoso) PDF, lendo também HTML, DOC, RTF, etc. Todos são arquivos pequenos, e um e-reader padrão, com 2GB de memória pode armazenar milhares de documentos.
Tela e-ink tinta eletrônica de perto
Tela e-ink vista bem de perto assemelha-se a um plástico fosco serigrafado

Benefícios para a educação

Primeiro de tudo, não estou profetizando o fim do livro em papel. O gosto do folhear, o cheiro, a portabilidade e segurança (não tem que temer acabar bateria ou cair) irão fazer com que o livro tenha mercado garantido por muito tempo (ou todo o sempre). Porém existe uma literatura que tem muito a ganhar com seu formato eletrônico: a literatura didática.

O livro didático é um material de consulta que faz muito peso nas mochilas e bolsas dos estudantes tanto de ensino médio quanto universitário. Ver alunos do 2º grau revezando livros e ainda assim carregando mais de 4 quilos nas costas, ou ver alunos de direito tendo que ter em mãos compêndios de con
sulta mesmo que talvez não usem todos os dias são exemplos de como um leitor eletrônico (que pode pesar menos do que um pacote de biscoitos recheados) podem vir a calhar para muita gente.

Como tudo que é novo, ainda há o que evoluir: As telas são somente em tons de cinza; a velocidade de mudança de página é de 1 segundo (impedindo conteúdo multimídia, como vídeo), a usabilidade ainda é pífia (difícil de sublinhar trechos, meio lento para fazer marcações) e o preço ainda não está perfeito (mais de R$ 500 em FEV/2011). Porém são todos problemas com data para serem minimizados.
E-reader Nook, da Barnes & Noble
Nook e-book reader, da Barnes & Noble

E-readers na escola pública

Com a compra em grande volume e a conseqüente queda de preços pela popularização, imagino que em pouco tempo será interessante para as políticas públicas trocarem o material didático impresso (que duram até 2 anos em média, mesmo com as campanhas educativas) por e-readers. Lembrando que um único equipamento substitui todos os livros didáticos de todas as matérias em todos os anos do aluno, além de poder ser utilizado para pequenas pesquisas à wikipédia por exemplo, usando redes sem fio. Somando essas vantagens, e comparando os benefícios dos e-readers aos tablets, é que tenho convicção que a solução ideal para a modernização do material didático na escola é o e-reader.



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