terça-feira, 24 de agosto de 2010

Nesse mundo, tudo é cópia. Incluindo eu e você!

Bebês e crianças menores são máquinas de copiar. Copiam tudo que vêem, falam, etc. Grandes sucessos youtubeanos são basicamente bebês e crianças que dançam suingueira, contam histórias ou fazem pregações a lá adultos.

Beleza, quando você tem menos de 8 anos, basicamente o que você tem que fazer é comer, cagar e copiar mesmo! Então você vê uma gracinha que seu pai fez e você imita. Como todo mundo presta atenção em você, isso reforça o comportamento e logo todos estarão pedindo para você fazer o tal mungango. Qualquer Beyonce* da tv vira referência, e se você fizer direito, terá não só a atenção de todo mundo no Natal como de muita gente pelo youtube! Se você vê um adulto falando palavrão, a mesma coisa: A criança não sabe o significado do palavrão, e imita porque é do cerne dela imitar.

Então a criança passa pela aborrecência adolescência e entende: "Ah, não sou mais criança! Não vou mais imitar mamãe, papai, vovó! Vou para meu grupo, porque lá sou reconhecido!" E ele vai virar emo, roqueiro, gospel e outras modinhas mais. Buscando se diferenciar, o adolescente copia outros de seu grupo e vira parte da massa homogênea de sua idade.

A adolescência estendida (dos 18 aos 28 anos) chega, e finalmente o ser humano entende que estava a copiar os outros! Ou acha que entende! Passa a então a participar dos grupos sociais universitários, gangues de bairro ou grupos organizados:
  • Universitários: Passam a freqüentar sempre os mesmos cantos (bares, boates, forrós, reggaes). Exageram na bebida em grupo. Experimentam drogas para não serem caretas.
  • Gangues: Entram em grupos de pixação e vandalismo. Experimentam drogas em grupo. Bebedeiras e danças ao som de ídolos da época (!?).
  • Grupos organizados: Freqüentam reuniões bandeiristas por uma causa (socialismo, marxismo), ou vão a estádios torcer por cores e desenhos em camisas.
Mal sabem eles que ainda estão copiando! O ser humano é um ser social, logo precisa copiar sua sociedade para ser aceito. Ele precisa se encaixar em algum lugar, e a cópia de palavras, idéias, ideologias e tradições é o que a grande maioria da população faz. E o rumo do ser humano médio após seus 30 anos é o mesmo: filhos, responsabilidades, conflitos, sonhos esmagados, acordar para a realidade, saudosismo, análise positiva dos seus anos de criança e negativa de seus atos como adolescente, envelhecimento rancoroso com o futuro, etc. Não é a toa que os tempos de criança de todo mundo sempre serão melhores que os atuais ou futuros. Isso é uma cópia de mentalidade. E para provavelmente 99,9% dos seres humanos, você sempre será uma cópia mal feita de seus pais + sua sociedade.

Mas você não entende seus pais... Você culpa seus pais por tudo. Isso é absurdo. São crianças como você. O que você vai ser quando você crescer?
PAIS E FILHOS - Legião Urbana

Não há palavra que nunca foi dita

Você acha que por parecer diferente dos seus pais você é diferente, mas você é uma cópia. Você acha que por ter sempre papos interessantes você é diferente, mas você é uma cópia. Você acha que por ter terminado um doutorado (primeiro nível que você tem autoridade de de fato pensar em algo novo) e ter feito uma tese, que você é diferente, mas você é uma cópia. A questão é: cópia de quem?!

Ser cópia não é um problema grande. Replicar o pensamento de grandes personalidades como Ghandi, Darwin, Jesus, Einstein, Platão, Marx, Saramago, Pica-pau ("Vudu é pra jacú") é algo positivo. Simboliza que você usou da sua razão, formulou uma colagem de idéias que vieram de sua condição familiar e social com as idéias desses pensadores e validou aquilo como positivo. Mas mais uma vez: sua razão foi usada na simples análise de coisas que lhe são postas. Avaliando como positivas, você às replica!

Pior mesmo é quando você copia coisas em que nem mesmo a razão concebe! Ou quando copia estereótipos como os mundialmente famosos:
  • Estereótipo Macho Man: Homem não chora, é forte, pega mulher, come todas, é nojento e não tá nem ai para os outros.
  • Estereótipo Femme Fatale: Mulheres com um charme esnobe, que não ligam para o homem comum, dificultam ao máximo as investidas masculinas, e por conta disso acabam muitas vezes sozinhas a noite chorando por não entender porque não conseguem companhia.
  • Estereótipo Bicha Louca: É o que diz que todo gay usa rosa (Brasil) ou arco-iris (mundo), que é divertido, grita muito, rebola e remexe, e adora uma sacanagem grupal. Graças a ele muitos homosexuais permanecem confortavelmente em seus armários, e podem até exercer a hipocrisia de condenar os já assumidos.
  • Estereótipo Cool: Mais amplo do que se imagina. É por conta dele que há um preconceito contra pessoas introvertidas, tímidas e discretas (praticamente uma afronta à sociedade moderna).
  • Estereótipo Cult: Acha que não é estereótipo, e para isso tenta não gostar do que a massa gosta, formando um gosto disforme, mas ainda assim clichê entre seu grupo. Mais desgosta do que gosta das coisas, e para tal não precisa ter justificativa.
"Feliz o ser humano que em algum momento célebre de sua vida teve ao menos uma idéia original."
Caco Simeano



* Menção honrosa reversa para crianças que imitam a Lady Gaga.

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Por que a escola de hoje em dia não funciona?

Quem é professor hoje sabe que sala de aula não segura aluno algum. A falta de interesse e atenção para a matéria a ser dada não é novidade. E se você é professor (ou lembra de seus antigos professores) vai saber que o núcleo gestor das escolas põe a culpa da falta de atenção nos alunos! Será!? Será que a falta de interesse moderna nos assuntos escolares é uma conseqüência de alunos que não prevêem que aquilo irá fazer falta no futuro?!

Pois eu digo em alto e bom som: A culpa é da escola! Não há sala de aula no mundo que rivalize com o volume e forma de informação repassado pelos meios de comunicação modernos, como TV a cabo, internet, revistas, etc. O aluno moderno hoje aprende muito mais numa conversa de chat com um amigo ou num programa juvenil do que em uma escola. A concorrência entre escola e mundo moderno hoje é injusta.

Homens das cavernas riscando paredes com carvão


Quando imagino uma cena de sala de aula, com um professor desenhando letras em um quadro branco, esta cena me parece tão arcaica que o pensamento sai preto e branco. Afinal, o processo de ensino não mudou muito nada nos últimos 5 mil anos. Era exatamente dessa maneira que os homens das cavernas instruíam os mais novos: Um mais velho do clã repassava conceitos para os mais novos.

Mesmo um professor modernino, que usa um notebook e um datashow para modernizar suas aulas continua no mesmo paradigma do passado; apenas substituindo o carvão, giz ou pincel por luz projetada. O problema não são os equipamentos de exposição. O problema é a exposição sem a experimentação!

Conteúdo arcaico em mentes modernas


Outro empecilho para o desgosto estudantil é a escolha dos conteúdos. Quando esse aluno começa a chegar no 2º grau, e os professores incentivam o pensamento questionador na turma, o primeiro item a ser questionado é justamente o conteúdo escolar! Muito justo: Um jovem de 15 anos não tem profundidade para questionar nada mais no mundo, só aquilo que lhe é repassado na escola e que ele não entende a prática.

A questão não é que devamos deixar de lecionar matrizes em matemática, ou equações de balanceamento em química. A questão é explicar o porquê daquilo! Um bom professor de matemática poderia demonstrar que são as matrizes que permitem a criação de objetos 3D em computadores.

Mas... nem mesmo os professores sabem porque suas matérias são importantes... (há exceções, é claro!).

Professores que dão mau exemplo por serem professores


O professor é um ícone, um totem. É um ser que, para que seja ouvido, deve ser respeitado. Não o respeito que é conquistado com a força da voz ou da punição. O respeito deve emanar da essência do professor, que é justo em seus atos e pleno em sua situação.

Aluno não respeita professor que não se respeita. Aquele professor que chega a escola com cara de frustrado, sempre de mau humor, aparentemente descontando nos alunos em quem estiver na frente a sua vida sofrida de professor. Esse tipo professor não serve. É aquele professor que se tivesse a chance de ganhar o mesmo que ganha para uma função mais simples, o faria sem pestanejar.

Por que não respeitam? É óbvio! Eu não tenho respeito em alguém que diz que aprender tal coisa irá me tornar uma pessoa de sucesso, se o tal detentor desse conhecimento está em uma situação que é, visivelmente, de não-sucesso. É igual a herbalife essas oportunidades inacreditáveis de negócio: Se fosse tão bom assim, você estaria usando esse bottom ridículo?! Uma pessoa que vende herbalife é porque precisa daquelas outras pessoas abaixo dela para ter sucesso. Um professor que oprime alunos abaixo dele é porque precisa daquela massa oprimida para sentir que pelo menos em uma sala de aula ele tem moral.

Porque isso ocorre? O que aconteceu com esse professor? Se ele detém todo esse conhecimento dito importante, porque ele não é uma pessoa importante?

O respeito para com o professor deve começar pelo próprio professor


Acontece todos os dias nos países que não valorizam a educação: Existem 3 alunos em uma sala: Um ótimo aluno, um aluno mediano e um aluno ruim. Após suas devidas formações o ótimo aluno consegue um ótimo emprego privado, já que ele consegue gerar para seu empregador muita receita com seu comprometimento. O(s) aluno(s) ruim(ns) pode seguir por 2 caminhos diferentes: Pode se achar em um bom emprego e ter muito sucesso mesmo não tendo estudado (porque o mercado capitalista não vê estudo, vê resultado) ou pode nunca decolar pra nada na vida. O aluno mediano, àquele aluno que nunca decolou (capitalisticamente) em nada, acaba com poucas opções. Não se sujeitando a trabalhos de cunho intelectual menor, ele vê na escola de ensino fundamental e médio uma saída. E não aguentando a pressão da vida diante do salário injusto, o professor amargo vira um ótimo repassador do paradigma que ser professor é sub-emprego.

Antes de jogarem pedras nesse pobre macaco (que também é professor (ou por ser professor)) claro que existe todo tipo de exceção. Boas ou ruins. Ser professor universitário já é diferente (na maioria das vezes (ainda)). Ser professor de 1º e 2º graus pode dar reconhecimento (na minoria das vezes (ainda)). Um mau aluno pode virar um ótimo professor. Um ótimo aluno pode virar um péssimo professor. A questão não é essa.

Todos são professores em algum momento de sua vida


A valorização geral do cargo de professor tão clamada pelos atuais docentes (como se isso fosse resolver o problema dos salários ruins) só será atingida quanto toda a sociedade compreender que todos nós somos (ou deveríamos ser) professores de todos. Que quando jogamos algo no chão, quando damos limites aos nossos filhos, quando furamos uma fila, ou quando ajudamos ao próximo, estamos sendo professores, seja de coisas ruins ou boas para a sociedade.

Todos nós temos algo de bom a ensinar. Imagino uma escola no futuro, onde todos os alunos são inspirados para serem professores. Imagino uma escola onde em um dia tenha uma aula de matemática dada por um professor para os alunos, e que em outro dia tenha uma aula de jogos eletrônicos dada pelos alunos para os professores. Uma escola em que possa receber a visita dos pais para darem aulas: de coisas da vida, de seus trabalhos, de hobbies. Por mim, todo universitário teria que dar pelo menos um mês de aulas sobre o que estuda em escolas de 2º grau. São atitudes simples, mas que provavelmente iriam mudar um pouco a mente da sociedade para a arcaica escola.

"Ser professor é mudar o mundo a 40 pessoas por hora."
Caco Simeano

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Por que as religiões temem os ateus?

Eu me revolto acho graça com esses programas evangélicos. Sim, de vez em quando eu ouso assistir. Afinal se não assistir vão me dizer que eu estou falando de algo que não conheço. E se quero que pessoas religiosas criem razão e juizo de experimentar um ato de reflexão, então devo tentar mergulhar um pouco nesse mar de aceitação pela fé.

Mas é difícil... aai como é! Primeiro que já me é muito ruim tentar passar algo pela garganta que diz ser 'a verdade suprema'. Quantas e quantas religiões do passado não falaram exatamente isso, e hoje seus rituais religiosos são estudados por cientistas e ridicularizados por religiosos. Será que não passa pela cabeça desse povo que tudo aquilo é um repeteco do passado?!
Porém a revolta mesmo vem quando há distorção clara da informação! Outro dia assisti um desses programas religiosos que tentam pegar pseudo pensamentos científicos misturados com suas doutrinas. É fácil identificar esses programas: São aqueles em que são descobertos coisas incríveis, mas não aparece o nome de ninguém que escreveu ou disse aquilo! Os vídeos geralmente são assim:
"E no local tereréu foram encontradas madeiras que os cientistas dizem ser da arca de noé. O cientista [aparece a imagem de um cientista, mas nada de nomes] fala que isso é a prova de que o dilúvio aconteceu. A professora [novamente a imagem da tal professora falando] afirma que essa é a prova cabal de que os fatos bíblicos não são metáforas."
O mais chato é que esse tipo de programa dá falsa munição para àqueles que querem proteger sua fé em uma discussão. Os religiosos mais corajosos (ou não), que tentam encarar uma discussão com um bom agnóstico ou ateu, acabam sempre meio perdidos nos fatos, partindo para a intolerância em alto grau. Já vi (e fiz) muito evangélico ficar com raiva com perguntas simples. Mas o que eles não entendem é que as perguntas não são feitas para que eles fiquem encurralados. É para que eles reflitam e questionem as religiões doutrinadoras, que são fruto do homem, e não de deus.

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Sociedade da imagem e os fakes da internet


Agora que já entendi o que é a sociedade da imagem no post anterior, volto à pensar nas conseqüências diretas e indiretas de um mundo em que cada vez mais o que importa é a aparência, a ponto de muitas pessoas no mundo procurarem psicólogos por não mais saber quem são. Uma dessas conseqüências curiosas são os fakes de internet!

Por que existem pessoas que mentem através da internet?

É piada comum entre os nerds que se você encontra uma garota via chat que seja linda, interessante, cativante e/ou tarada, fuja! Provavelmente você está sendo seduzido por algum gordão barbado!Mas quem realmente está mentindo? Quem realmente está se enganando?

Senão vejamos: Ter um celular avançadíssimo mas que seja pré-pago é aceitável. Ter um carro incrementado, rebaixado, sonzão, mas sem combustível para uma viagem é aceitável. Viajar todo ano para Europa e não pagar o condomínio é aceitável passa! Mas o que todas essas pessoas têm em comum? Todas elas estão mentindo para si mesmas e para a sociedade! Estão bagunçando suas prioridades por uma ilusão de imagem!

Sim, mas quem finge ser outra pessoa através da internet também está mentindo...


Será? Será que podemos generalizar? É claro que existem pessoas que usam a impessoalidade da net para esbanjar ainda mais o que não tem (ou o que não é). São pessoas que batem fotos ao lado de carros que não são seus, ou que fazem caras e poses em roupas fantasias que não são suas. Mas há muita gente que usa a máscada da web para ser ela mesma! Que por trás de um teclado, está a salvo da sociedade hipócrita que irá condenar quem quer que seja que pense diferente do que seria o padrão da imagem! Para essas pessoas, fingir ser outra pessoa através da net é ser quem voce realmente é!

  • São homossexuais que podem ter a liberdade de experimentar o amor proibido.
  • São tímidos que podem mostrar que são interessantes sem gaguejar ou tremer.
  • São pessoas fortes que podem no anonimato se mostrarem carentes e inseguros, buscando respostas.

Enfim, a sociedade da imagem empurra uma ideologia utópica de que as pessoas devem ser felizes, jovens, heteros, bonitos, extrovertidos, descolados, etc. E essa ideologia esmaga todos os que não seguem o padrão, sobrando para eles uma única válvula de escape: o anonimato por trás dos computadores. Quem é mais falso? O que segue o padrão? Ou o que tenta ser verdadeiro por trás de uma máscara?

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Por que há vida fora da Terra?


Lembro de uma das minhas (inúmeras) frustrações escolares aconteceu na áula de ciências da 2ª ou 3ª série: Estavamos aprendendo os 9 planetas (na época ainda eram nove!). Pra mim não era tão novidade assim, porque em casa eu vivia fuçando 4 livros marrom-escuros de uma série lá conhecer (eu acho). Um deles era sobre o Sistema Solar e outro era sobre o Universo.

Pobre tia Gláucia! Provavelmente ela não tinha muito interesse na matéria que era dada para seus alunos. Provavelmente ela só tinha lido sobre àqueles 9 nomes nos nossos livros de ensino fundamental. Foi por isso que ela me trouxe uma de minhas primeiras frustrações científicas: "-Então crianças, quantos planetas existem?" "-NOVE!" falou a turma. E eu perguntei "- Mas tia Gláucia, nove somente no nosso sistema solar, né?" E ela retrucou "-Não... só existem nove planetas mesmo!".

Muito foda quando a escola desconstroi o conhecimento do aluno. Desconstroi mesmo! Eu tinha adquirido àquele conhecimento sozinho, munido apenas de uma boa biblioteca (que tenho orgulho de dizer que sempre tive em casa) e de muita curiosidade!

Vou dar um mini-crédito à tia Gláucia, porque essa conversa toda ocorreu lá em 1988, e somente em 1989 foi encontrado indícios do primeiro exoplaneta. A popularidade do assunto levou mais 10 anos para acontecer. Mas afinal, qual foi o erro da minha professora de primário? O erro dela foi de rechaçar imediatamente o pensamento dos seus alunos, e de não filosofar sobre este! Ela não é a dona da verdade, então no mínimo não poderia afirmar nada! O tempo foi o juiz do meu pensamento, e hoje os exoplanetas são um fato tão corriqueiro que alguém podeira pensar: Mas era lógico que existissem! É... nem sempre a lógica foi usada por todos.

(não consigo deixar de pensar em uma aluna minha que ontem perguntou se a maioridade das mulheres era aos 22 anos! Por Theos?! O que andaram falando para essa garota?!)

O Sol é uma estrela. E ao redor dele giram 8 corpos maiores, dotados de atmosfera, os quais chamamos de planetas. Além dos planetas vários outros corpos celestes giram ao redor do sol. Sem contar as luas, que orbitam os planetas.
Cada ponto luminoso de uma noite estrelada é (no mínimo) uma estrela. E em cada estrela é esperado (por derivação lógica) que existam dezenas de corpos celestes como os planetas. O número de estrelas visíveis a olho nú no céu é em torno de 8 mil. Se cada uma delas tiver 8 planetas (como nosso Sol), temos ai 64 mil planetas para investigar por vida. Sem contar as luas! Sim, as luas podem também abrigar vida! Existem muitas apostas de que em Europa, lua de Jupter, haja vida em seus oceanos líquidos já detectados.

E a situação vai além: A maioria das estrelas do universo não podem ser vistas a olho nú. Se pudessemos ver todas essas estrelas, o céu seria branco, completamente preenchido de estrelas a noite! É muita... muita estrela pra pesquisar!


O universo é algo grande demais...


O que a massa humana não entende (nem desenhando!) é que o universo é algo grande demais. Mas grande meeesmo! É tão grande que os tamanhos e distâncias não são concebidos por todos. Estamos acostumados com as escalas dos livros didáticos, que mostram na largura de uma folha A4 todo o sistema solar lado a lado, o que é uma grande falsidade. Eu imaginava que deveriam fazer uma praça pública em que mostrasse ao povo essas distâncias: Tipo, se uma praça no centro da cidade tiver uma maquete do sol do tamanho de uma bola de basquete, a terra estaria a 22 metros do sol, e teria 2 milímetros! Jupter teria o tamanho de uma uva, e estaria a 120 metros do Sol. Plutão teria a largura de um fio de cabelo, e estaria 8 quadras distante da tal praça do sistema solar! A estrela mais próxima do Sol estaria a mais de 6 quilômetros de distância (Eu, de sacanagem, colocaria uma plaquinha assim: Para ver a estrela mais próxima, pegue o ônibus 31-B.Melo e desça no bairro tereréu!).

A questão do espaço ser enorme abre muitas possibilidades. E de certa forma expica porque ainda não detectamos outros seres vivos afora. Pretendo falar mais sobre o fenômeno OVNI e os impactos da vida extraterrestre, mas em outro post.