quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Por que o e-book irá revolucionar a escola?


E-reader Positivo Alfa
Faz uns 6 meses que estou experienciando a leitura com e-readers (e-books). Para quem não conhece, um e-reader é um dispositivo portátil, do tamanho de um livro tipo pocketbook, um pouco mais pesado, e dotado de uma tela do tipo e-ink (tinta eletrônica), que é o grande diferencial do equipamento comparado com iPad's e outros tablets (que usam telas retroiluminadas LCD).

A tela e-ink tem muitas vantagens:
  • Não cansa a vista: Por não jogar luz nos olhos, e não ter flickering (piscando como um monitor comum), a tela pode ser usada por horas a fio sem cansar a vista. Quem já tentou ler algo muito longo no computador sabe do que estou falando.
  • Simula muito bem o papel: Mesmo olhando de muito perto é difícil ver pixels ou chanfros nas fontes. Sua leitura é perfeita, mesmo em condições de luz solar direta (coisa impossível de se ter em um iPad).
  • Pouquíssimo gasto de bateria: A tela só gasta bateria quando está se 'desenhando'. Após o processo, não há gasto de energia. É possível inclusive deixar uma imagem na tela (foto, texto) com o equipamento ligado. Com isso, diferente de outros tablets, as autonomias são medidas em dias, e não em horas.
Os formatos aceitos vão do perfeito ePUB (preparado para os equipamentos) até o famoso (porém não tão vantajoso) PDF, lendo também HTML, DOC, RTF, etc. Todos são arquivos pequenos, e um e-reader padrão, com 2GB de memória pode armazenar milhares de documentos.
Tela e-ink tinta eletrônica de perto
Tela e-ink vista bem de perto assemelha-se a um plástico fosco serigrafado

Benefícios para a educação

Primeiro de tudo, não estou profetizando o fim do livro em papel. O gosto do folhear, o cheiro, a portabilidade e segurança (não tem que temer acabar bateria ou cair) irão fazer com que o livro tenha mercado garantido por muito tempo (ou todo o sempre). Porém existe uma literatura que tem muito a ganhar com seu formato eletrônico: a literatura didática.

O livro didático é um material de consulta que faz muito peso nas mochilas e bolsas dos estudantes tanto de ensino médio quanto universitário. Ver alunos do 2º grau revezando livros e ainda assim carregando mais de 4 quilos nas costas, ou ver alunos de direito tendo que ter em mãos compêndios de con
sulta mesmo que talvez não usem todos os dias são exemplos de como um leitor eletrônico (que pode pesar menos do que um pacote de biscoitos recheados) podem vir a calhar para muita gente.

Como tudo que é novo, ainda há o que evoluir: As telas são somente em tons de cinza; a velocidade de mudança de página é de 1 segundo (impedindo conteúdo multimídia, como vídeo), a usabilidade ainda é pífia (difícil de sublinhar trechos, meio lento para fazer marcações) e o preço ainda não está perfeito (mais de R$ 500 em FEV/2011). Porém são todos problemas com data para serem minimizados.
E-reader Nook, da Barnes & Noble
Nook e-book reader, da Barnes & Noble

E-readers na escola pública

Com a compra em grande volume e a conseqüente queda de preços pela popularização, imagino que em pouco tempo será interessante para as políticas públicas trocarem o material didático impresso (que duram até 2 anos em média, mesmo com as campanhas educativas) por e-readers. Lembrando que um único equipamento substitui todos os livros didáticos de todas as matérias em todos os anos do aluno, além de poder ser utilizado para pequenas pesquisas à wikipédia por exemplo, usando redes sem fio. Somando essas vantagens, e comparando os benefícios dos e-readers aos tablets, é que tenho convicção que a solução ideal para a modernização do material didático na escola é o e-reader.



terça-feira, 24 de agosto de 2010

Nesse mundo, tudo é cópia. Incluindo eu e você!

Bebês e crianças menores são máquinas de copiar. Copiam tudo que vêem, falam, etc. Grandes sucessos youtubeanos são basicamente bebês e crianças que dançam suingueira, contam histórias ou fazem pregações a lá adultos.

Beleza, quando você tem menos de 8 anos, basicamente o que você tem que fazer é comer, cagar e copiar mesmo! Então você vê uma gracinha que seu pai fez e você imita. Como todo mundo presta atenção em você, isso reforça o comportamento e logo todos estarão pedindo para você fazer o tal mungango. Qualquer Beyonce* da tv vira referência, e se você fizer direito, terá não só a atenção de todo mundo no Natal como de muita gente pelo youtube! Se você vê um adulto falando palavrão, a mesma coisa: A criança não sabe o significado do palavrão, e imita porque é do cerne dela imitar.

Então a criança passa pela aborrecência adolescência e entende: "Ah, não sou mais criança! Não vou mais imitar mamãe, papai, vovó! Vou para meu grupo, porque lá sou reconhecido!" E ele vai virar emo, roqueiro, gospel e outras modinhas mais. Buscando se diferenciar, o adolescente copia outros de seu grupo e vira parte da massa homogênea de sua idade.

A adolescência estendida (dos 18 aos 28 anos) chega, e finalmente o ser humano entende que estava a copiar os outros! Ou acha que entende! Passa a então a participar dos grupos sociais universitários, gangues de bairro ou grupos organizados:
  • Universitários: Passam a freqüentar sempre os mesmos cantos (bares, boates, forrós, reggaes). Exageram na bebida em grupo. Experimentam drogas para não serem caretas.
  • Gangues: Entram em grupos de pixação e vandalismo. Experimentam drogas em grupo. Bebedeiras e danças ao som de ídolos da época (!?).
  • Grupos organizados: Freqüentam reuniões bandeiristas por uma causa (socialismo, marxismo), ou vão a estádios torcer por cores e desenhos em camisas.
Mal sabem eles que ainda estão copiando! O ser humano é um ser social, logo precisa copiar sua sociedade para ser aceito. Ele precisa se encaixar em algum lugar, e a cópia de palavras, idéias, ideologias e tradições é o que a grande maioria da população faz. E o rumo do ser humano médio após seus 30 anos é o mesmo: filhos, responsabilidades, conflitos, sonhos esmagados, acordar para a realidade, saudosismo, análise positiva dos seus anos de criança e negativa de seus atos como adolescente, envelhecimento rancoroso com o futuro, etc. Não é a toa que os tempos de criança de todo mundo sempre serão melhores que os atuais ou futuros. Isso é uma cópia de mentalidade. E para provavelmente 99,9% dos seres humanos, você sempre será uma cópia mal feita de seus pais + sua sociedade.

Mas você não entende seus pais... Você culpa seus pais por tudo. Isso é absurdo. São crianças como você. O que você vai ser quando você crescer?
PAIS E FILHOS - Legião Urbana

Não há palavra que nunca foi dita

Você acha que por parecer diferente dos seus pais você é diferente, mas você é uma cópia. Você acha que por ter sempre papos interessantes você é diferente, mas você é uma cópia. Você acha que por ter terminado um doutorado (primeiro nível que você tem autoridade de de fato pensar em algo novo) e ter feito uma tese, que você é diferente, mas você é uma cópia. A questão é: cópia de quem?!

Ser cópia não é um problema grande. Replicar o pensamento de grandes personalidades como Ghandi, Darwin, Jesus, Einstein, Platão, Marx, Saramago, Pica-pau ("Vudu é pra jacú") é algo positivo. Simboliza que você usou da sua razão, formulou uma colagem de idéias que vieram de sua condição familiar e social com as idéias desses pensadores e validou aquilo como positivo. Mas mais uma vez: sua razão foi usada na simples análise de coisas que lhe são postas. Avaliando como positivas, você às replica!

Pior mesmo é quando você copia coisas em que nem mesmo a razão concebe! Ou quando copia estereótipos como os mundialmente famosos:
  • Estereótipo Macho Man: Homem não chora, é forte, pega mulher, come todas, é nojento e não tá nem ai para os outros.
  • Estereótipo Femme Fatale: Mulheres com um charme esnobe, que não ligam para o homem comum, dificultam ao máximo as investidas masculinas, e por conta disso acabam muitas vezes sozinhas a noite chorando por não entender porque não conseguem companhia.
  • Estereótipo Bicha Louca: É o que diz que todo gay usa rosa (Brasil) ou arco-iris (mundo), que é divertido, grita muito, rebola e remexe, e adora uma sacanagem grupal. Graças a ele muitos homosexuais permanecem confortavelmente em seus armários, e podem até exercer a hipocrisia de condenar os já assumidos.
  • Estereótipo Cool: Mais amplo do que se imagina. É por conta dele que há um preconceito contra pessoas introvertidas, tímidas e discretas (praticamente uma afronta à sociedade moderna).
  • Estereótipo Cult: Acha que não é estereótipo, e para isso tenta não gostar do que a massa gosta, formando um gosto disforme, mas ainda assim clichê entre seu grupo. Mais desgosta do que gosta das coisas, e para tal não precisa ter justificativa.
"Feliz o ser humano que em algum momento célebre de sua vida teve ao menos uma idéia original."
Caco Simeano



* Menção honrosa reversa para crianças que imitam a Lady Gaga.

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Por que a escola de hoje em dia não funciona?

Quem é professor hoje sabe que sala de aula não segura aluno algum. A falta de interesse e atenção para a matéria a ser dada não é novidade. E se você é professor (ou lembra de seus antigos professores) vai saber que o núcleo gestor das escolas põe a culpa da falta de atenção nos alunos! Será!? Será que a falta de interesse moderna nos assuntos escolares é uma conseqüência de alunos que não prevêem que aquilo irá fazer falta no futuro?!

Pois eu digo em alto e bom som: A culpa é da escola! Não há sala de aula no mundo que rivalize com o volume e forma de informação repassado pelos meios de comunicação modernos, como TV a cabo, internet, revistas, etc. O aluno moderno hoje aprende muito mais numa conversa de chat com um amigo ou num programa juvenil do que em uma escola. A concorrência entre escola e mundo moderno hoje é injusta.

Homens das cavernas riscando paredes com carvão


Quando imagino uma cena de sala de aula, com um professor desenhando letras em um quadro branco, esta cena me parece tão arcaica que o pensamento sai preto e branco. Afinal, o processo de ensino não mudou muito nada nos últimos 5 mil anos. Era exatamente dessa maneira que os homens das cavernas instruíam os mais novos: Um mais velho do clã repassava conceitos para os mais novos.

Mesmo um professor modernino, que usa um notebook e um datashow para modernizar suas aulas continua no mesmo paradigma do passado; apenas substituindo o carvão, giz ou pincel por luz projetada. O problema não são os equipamentos de exposição. O problema é a exposição sem a experimentação!

Conteúdo arcaico em mentes modernas


Outro empecilho para o desgosto estudantil é a escolha dos conteúdos. Quando esse aluno começa a chegar no 2º grau, e os professores incentivam o pensamento questionador na turma, o primeiro item a ser questionado é justamente o conteúdo escolar! Muito justo: Um jovem de 15 anos não tem profundidade para questionar nada mais no mundo, só aquilo que lhe é repassado na escola e que ele não entende a prática.

A questão não é que devamos deixar de lecionar matrizes em matemática, ou equações de balanceamento em química. A questão é explicar o porquê daquilo! Um bom professor de matemática poderia demonstrar que são as matrizes que permitem a criação de objetos 3D em computadores.

Mas... nem mesmo os professores sabem porque suas matérias são importantes... (há exceções, é claro!).

Professores que dão mau exemplo por serem professores


O professor é um ícone, um totem. É um ser que, para que seja ouvido, deve ser respeitado. Não o respeito que é conquistado com a força da voz ou da punição. O respeito deve emanar da essência do professor, que é justo em seus atos e pleno em sua situação.

Aluno não respeita professor que não se respeita. Aquele professor que chega a escola com cara de frustrado, sempre de mau humor, aparentemente descontando nos alunos em quem estiver na frente a sua vida sofrida de professor. Esse tipo professor não serve. É aquele professor que se tivesse a chance de ganhar o mesmo que ganha para uma função mais simples, o faria sem pestanejar.

Por que não respeitam? É óbvio! Eu não tenho respeito em alguém que diz que aprender tal coisa irá me tornar uma pessoa de sucesso, se o tal detentor desse conhecimento está em uma situação que é, visivelmente, de não-sucesso. É igual a herbalife essas oportunidades inacreditáveis de negócio: Se fosse tão bom assim, você estaria usando esse bottom ridículo?! Uma pessoa que vende herbalife é porque precisa daquelas outras pessoas abaixo dela para ter sucesso. Um professor que oprime alunos abaixo dele é porque precisa daquela massa oprimida para sentir que pelo menos em uma sala de aula ele tem moral.

Porque isso ocorre? O que aconteceu com esse professor? Se ele detém todo esse conhecimento dito importante, porque ele não é uma pessoa importante?

O respeito para com o professor deve começar pelo próprio professor


Acontece todos os dias nos países que não valorizam a educação: Existem 3 alunos em uma sala: Um ótimo aluno, um aluno mediano e um aluno ruim. Após suas devidas formações o ótimo aluno consegue um ótimo emprego privado, já que ele consegue gerar para seu empregador muita receita com seu comprometimento. O(s) aluno(s) ruim(ns) pode seguir por 2 caminhos diferentes: Pode se achar em um bom emprego e ter muito sucesso mesmo não tendo estudado (porque o mercado capitalista não vê estudo, vê resultado) ou pode nunca decolar pra nada na vida. O aluno mediano, àquele aluno que nunca decolou (capitalisticamente) em nada, acaba com poucas opções. Não se sujeitando a trabalhos de cunho intelectual menor, ele vê na escola de ensino fundamental e médio uma saída. E não aguentando a pressão da vida diante do salário injusto, o professor amargo vira um ótimo repassador do paradigma que ser professor é sub-emprego.

Antes de jogarem pedras nesse pobre macaco (que também é professor (ou por ser professor)) claro que existe todo tipo de exceção. Boas ou ruins. Ser professor universitário já é diferente (na maioria das vezes (ainda)). Ser professor de 1º e 2º graus pode dar reconhecimento (na minoria das vezes (ainda)). Um mau aluno pode virar um ótimo professor. Um ótimo aluno pode virar um péssimo professor. A questão não é essa.

Todos são professores em algum momento de sua vida


A valorização geral do cargo de professor tão clamada pelos atuais docentes (como se isso fosse resolver o problema dos salários ruins) só será atingida quanto toda a sociedade compreender que todos nós somos (ou deveríamos ser) professores de todos. Que quando jogamos algo no chão, quando damos limites aos nossos filhos, quando furamos uma fila, ou quando ajudamos ao próximo, estamos sendo professores, seja de coisas ruins ou boas para a sociedade.

Todos nós temos algo de bom a ensinar. Imagino uma escola no futuro, onde todos os alunos são inspirados para serem professores. Imagino uma escola onde em um dia tenha uma aula de matemática dada por um professor para os alunos, e que em outro dia tenha uma aula de jogos eletrônicos dada pelos alunos para os professores. Uma escola em que possa receber a visita dos pais para darem aulas: de coisas da vida, de seus trabalhos, de hobbies. Por mim, todo universitário teria que dar pelo menos um mês de aulas sobre o que estuda em escolas de 2º grau. São atitudes simples, mas que provavelmente iriam mudar um pouco a mente da sociedade para a arcaica escola.

"Ser professor é mudar o mundo a 40 pessoas por hora."
Caco Simeano

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Por que as religiões temem os ateus?

Eu me revolto acho graça com esses programas evangélicos. Sim, de vez em quando eu ouso assistir. Afinal se não assistir vão me dizer que eu estou falando de algo que não conheço. E se quero que pessoas religiosas criem razão e juizo de experimentar um ato de reflexão, então devo tentar mergulhar um pouco nesse mar de aceitação pela fé.

Mas é difícil... aai como é! Primeiro que já me é muito ruim tentar passar algo pela garganta que diz ser 'a verdade suprema'. Quantas e quantas religiões do passado não falaram exatamente isso, e hoje seus rituais religiosos são estudados por cientistas e ridicularizados por religiosos. Será que não passa pela cabeça desse povo que tudo aquilo é um repeteco do passado?!
Porém a revolta mesmo vem quando há distorção clara da informação! Outro dia assisti um desses programas religiosos que tentam pegar pseudo pensamentos científicos misturados com suas doutrinas. É fácil identificar esses programas: São aqueles em que são descobertos coisas incríveis, mas não aparece o nome de ninguém que escreveu ou disse aquilo! Os vídeos geralmente são assim:
"E no local tereréu foram encontradas madeiras que os cientistas dizem ser da arca de noé. O cientista [aparece a imagem de um cientista, mas nada de nomes] fala que isso é a prova de que o dilúvio aconteceu. A professora [novamente a imagem da tal professora falando] afirma que essa é a prova cabal de que os fatos bíblicos não são metáforas."
O mais chato é que esse tipo de programa dá falsa munição para àqueles que querem proteger sua fé em uma discussão. Os religiosos mais corajosos (ou não), que tentam encarar uma discussão com um bom agnóstico ou ateu, acabam sempre meio perdidos nos fatos, partindo para a intolerância em alto grau. Já vi (e fiz) muito evangélico ficar com raiva com perguntas simples. Mas o que eles não entendem é que as perguntas não são feitas para que eles fiquem encurralados. É para que eles reflitam e questionem as religiões doutrinadoras, que são fruto do homem, e não de deus.

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Sociedade da imagem e os fakes da internet


Agora que já entendi o que é a sociedade da imagem no post anterior, volto à pensar nas conseqüências diretas e indiretas de um mundo em que cada vez mais o que importa é a aparência, a ponto de muitas pessoas no mundo procurarem psicólogos por não mais saber quem são. Uma dessas conseqüências curiosas são os fakes de internet!

Por que existem pessoas que mentem através da internet?

É piada comum entre os nerds que se você encontra uma garota via chat que seja linda, interessante, cativante e/ou tarada, fuja! Provavelmente você está sendo seduzido por algum gordão barbado!Mas quem realmente está mentindo? Quem realmente está se enganando?

Senão vejamos: Ter um celular avançadíssimo mas que seja pré-pago é aceitável. Ter um carro incrementado, rebaixado, sonzão, mas sem combustível para uma viagem é aceitável. Viajar todo ano para Europa e não pagar o condomínio é aceitável passa! Mas o que todas essas pessoas têm em comum? Todas elas estão mentindo para si mesmas e para a sociedade! Estão bagunçando suas prioridades por uma ilusão de imagem!

Sim, mas quem finge ser outra pessoa através da internet também está mentindo...


Será? Será que podemos generalizar? É claro que existem pessoas que usam a impessoalidade da net para esbanjar ainda mais o que não tem (ou o que não é). São pessoas que batem fotos ao lado de carros que não são seus, ou que fazem caras e poses em roupas fantasias que não são suas. Mas há muita gente que usa a máscada da web para ser ela mesma! Que por trás de um teclado, está a salvo da sociedade hipócrita que irá condenar quem quer que seja que pense diferente do que seria o padrão da imagem! Para essas pessoas, fingir ser outra pessoa através da net é ser quem voce realmente é!

  • São homossexuais que podem ter a liberdade de experimentar o amor proibido.
  • São tímidos que podem mostrar que são interessantes sem gaguejar ou tremer.
  • São pessoas fortes que podem no anonimato se mostrarem carentes e inseguros, buscando respostas.

Enfim, a sociedade da imagem empurra uma ideologia utópica de que as pessoas devem ser felizes, jovens, heteros, bonitos, extrovertidos, descolados, etc. E essa ideologia esmaga todos os que não seguem o padrão, sobrando para eles uma única válvula de escape: o anonimato por trás dos computadores. Quem é mais falso? O que segue o padrão? Ou o que tenta ser verdadeiro por trás de uma máscara?

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Por que há vida fora da Terra?


Lembro de uma das minhas (inúmeras) frustrações escolares aconteceu na áula de ciências da 2ª ou 3ª série: Estavamos aprendendo os 9 planetas (na época ainda eram nove!). Pra mim não era tão novidade assim, porque em casa eu vivia fuçando 4 livros marrom-escuros de uma série lá conhecer (eu acho). Um deles era sobre o Sistema Solar e outro era sobre o Universo.

Pobre tia Gláucia! Provavelmente ela não tinha muito interesse na matéria que era dada para seus alunos. Provavelmente ela só tinha lido sobre àqueles 9 nomes nos nossos livros de ensino fundamental. Foi por isso que ela me trouxe uma de minhas primeiras frustrações científicas: "-Então crianças, quantos planetas existem?" "-NOVE!" falou a turma. E eu perguntei "- Mas tia Gláucia, nove somente no nosso sistema solar, né?" E ela retrucou "-Não... só existem nove planetas mesmo!".

Muito foda quando a escola desconstroi o conhecimento do aluno. Desconstroi mesmo! Eu tinha adquirido àquele conhecimento sozinho, munido apenas de uma boa biblioteca (que tenho orgulho de dizer que sempre tive em casa) e de muita curiosidade!

Vou dar um mini-crédito à tia Gláucia, porque essa conversa toda ocorreu lá em 1988, e somente em 1989 foi encontrado indícios do primeiro exoplaneta. A popularidade do assunto levou mais 10 anos para acontecer. Mas afinal, qual foi o erro da minha professora de primário? O erro dela foi de rechaçar imediatamente o pensamento dos seus alunos, e de não filosofar sobre este! Ela não é a dona da verdade, então no mínimo não poderia afirmar nada! O tempo foi o juiz do meu pensamento, e hoje os exoplanetas são um fato tão corriqueiro que alguém podeira pensar: Mas era lógico que existissem! É... nem sempre a lógica foi usada por todos.

(não consigo deixar de pensar em uma aluna minha que ontem perguntou se a maioridade das mulheres era aos 22 anos! Por Theos?! O que andaram falando para essa garota?!)

O Sol é uma estrela. E ao redor dele giram 8 corpos maiores, dotados de atmosfera, os quais chamamos de planetas. Além dos planetas vários outros corpos celestes giram ao redor do sol. Sem contar as luas, que orbitam os planetas.
Cada ponto luminoso de uma noite estrelada é (no mínimo) uma estrela. E em cada estrela é esperado (por derivação lógica) que existam dezenas de corpos celestes como os planetas. O número de estrelas visíveis a olho nú no céu é em torno de 8 mil. Se cada uma delas tiver 8 planetas (como nosso Sol), temos ai 64 mil planetas para investigar por vida. Sem contar as luas! Sim, as luas podem também abrigar vida! Existem muitas apostas de que em Europa, lua de Jupter, haja vida em seus oceanos líquidos já detectados.

E a situação vai além: A maioria das estrelas do universo não podem ser vistas a olho nú. Se pudessemos ver todas essas estrelas, o céu seria branco, completamente preenchido de estrelas a noite! É muita... muita estrela pra pesquisar!


O universo é algo grande demais...


O que a massa humana não entende (nem desenhando!) é que o universo é algo grande demais. Mas grande meeesmo! É tão grande que os tamanhos e distâncias não são concebidos por todos. Estamos acostumados com as escalas dos livros didáticos, que mostram na largura de uma folha A4 todo o sistema solar lado a lado, o que é uma grande falsidade. Eu imaginava que deveriam fazer uma praça pública em que mostrasse ao povo essas distâncias: Tipo, se uma praça no centro da cidade tiver uma maquete do sol do tamanho de uma bola de basquete, a terra estaria a 22 metros do sol, e teria 2 milímetros! Jupter teria o tamanho de uma uva, e estaria a 120 metros do Sol. Plutão teria a largura de um fio de cabelo, e estaria 8 quadras distante da tal praça do sistema solar! A estrela mais próxima do Sol estaria a mais de 6 quilômetros de distância (Eu, de sacanagem, colocaria uma plaquinha assim: Para ver a estrela mais próxima, pegue o ônibus 31-B.Melo e desça no bairro tereréu!).

A questão do espaço ser enorme abre muitas possibilidades. E de certa forma expica porque ainda não detectamos outros seres vivos afora. Pretendo falar mais sobre o fenômeno OVNI e os impactos da vida extraterrestre, mas em outro post.

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Qual o sentido da vida? Parte I

Transcrevo aqui uma série de posts do grande escritor Luis Fernando Veríssimo, postados no dia 19 de Julho de 2010 em seu perfil do twitter twitter.com/LuisFVerissimo que servem de reflexão sobre meu outro post sobre a morte.

#caminhos

O povo san, os primeiros habitantes do sul da África, acreditava que depois da morte o espírito humano se defrontava com quatro caminhos.
Três dos quatro caminhos eram estradas magníficas, com chão liso, sombrejadas por árvores altas, que levavam ao Inferno. O quarto caminho era uma estrada calcinada de pedras soltas que levava ao Paraíso.

O espírito precisava escolher, e a sua escolha não era entre o Inferno e o Céu, era entre o caminho e o destino. Andar por uma das três estradas largas e prazerosas engrandeceria o espírito, mesmo que levasse à perdição. Escolher o caminho mais difícil castigaria o espírito, mas o levaria à salvação.

O que era uma opção para os mortos era um enigma para os vivos: vale mais a viagem ou o seu fim? O que se aproveita da vida se ela for apenas uma provação para a alma?

segunda-feira, 5 de julho de 2010

O que é a sociedade da imagem?

Se você tem um telefone com super funções que você não usa, ou troca de celular todo o ano (ou de carro), ou conhece alguém que não paga condomínio mas todo ano viaja para a Europa, ou conhece adolescentes que estão no movimento emo ou idolatram artistas de cabelos perfeitamente despenteados, você está diante das consequências da sociedade da imagem.

A sociedade da imagem é uma consequência da sociedade de consumo imposta pelo capitalismo. O consumismo em seus primórdios separava os consumidores pelo poder aquisitivo de comprar um produto de qualidade. Ex: Se eu tinha mais dinheiro, poderia comprar um automóvel que não quebrasse, ou um serviço de maior eficácia. Com o passar do tempo, a qualidade se tornou commoditie, padrão. Não dá mais para ter um serviço sem qualidade. Então hoje se paga mais por um produto exclusivo.

Outro ponto a ser falado é que a tecnologia de produção está muito acessível, então quando um produto exclusivo é lançado, logo se têm o mercado pirata ou genérico, lançando um produto de similar qualidade por um preço comum, destransformando àquele produto em algo exclusivo. Dai se têm outro fato do mercado consumidor atual: Os produtos para serem exclusivos têm data de validade.

Um exemplo na tecnologia (porque não entendo muito de moda, onde isso é mais claro) são os telefones celulares versus telefones chineses. O telefone mais caro que conheço hoje é o Iphone 4 (2 câmeras, sensor de movimento, wi-fi, gps, 32Gb) que custa aqui em Bananalândia R$ 3.500,00 bananóvskys! Um similar chinês, chamado erroneamente de MP7... 8... 9... 11..., custa uma fração disso, e muitas vezes tem características muito bem vindas, como dual-chip. Mas a qualidade é muito pior, não? Bom, eles funcionam! Obviamente mexer num desses é horrível, mas de fato, eles funcionam!

A questão da validade também todo mundo conhece: Os produtos têm o que se chama de desgaste programado. Assim o fabricante pode prever quando os aparelhos serão trocados, podendo empurrar novas tecnologias, e evitando que um zé-doidin se mantenha com o produto por muito tempo. Em eletroeletrônicos e automóveis, a troca é estimulada após 2 ou 3 anos. Em produtos de informática, a troca é estimulada imediatamente (pela velocidade da evolução da área). Em produtos de moda, a troca é estimulada anualmente, com as novas coleções.

Marketing, Propaganda e Imagem

Marketing não é propaganda. Marketing é todo o movimento empresarial que faz a união entre a necessidade do cliente e o lucro da empresa. Então o marketing tem o trabalho de analisar demandas, pensar soluções, criar produtos e apresentá-los aos clientes. Essa apresentação, obviamente passa pela propaganda. De fato resolver problemas das pessoas parece algo bastante bacana. O problema é que para diferenciar, os departamentos de marketing estão cada vez mais criando necessidades novas, e estão bombardeando as pessoas com essas necessidades, bagunçando completamente as prioridades do cidadão comum.

Hoje o cidadão comum recebe da sociedade uma condição mínima para saciar a base da sua pirâmide de Maslow (necessidades fisiológicas como comida, água, sono, excreção, etc.) e é levado a mudar completamente a lógica racional do que seria saudável (ou inteligente) nas outras necessidades: São pessoas que invertem a necessidade de segurança com a necessidade de estima (por exemplo, ao não pagar um plano de saúde para pagar prestações de roupas de grife).

Seja amado: compre!

Como se já não bastassem tantos problemas criados por essa sociedade da imagem, o mecanismo capitalista ainda consegue retirar do ser humano sua única arma contra o sistema: A capacidade de questionamento! Uma mistura de marketing massivo, tabus religiosos, interesses dos detentores dos meios de produção e comunicação cria:
  • Adultos presos à rotina, sem necessidade tempo para parar para se questionar os mecanismos que os fazem trabalhar mais para ter mais dinheiro para comprar coisas para compensar todo o tempo gasto trabalhando.
  • Adolescentes tribais, procurando um rótulo para se identificar, sem se questionar as bases do que segue, caindo sozinhos no mercado consumista (já que todas as modinhas jovens da atualidade são táticas de marketing para atingir esse novo filão mercadológico - adolescentes).
  • Crianças consumistas de canais à cabo, brinquedos, roupas, sapatos, jóias, músicas e shows, muitas vezes atingidas por propagandas de produtos que não lhes são direcionadas (como Lady Gaga).
"O Crescimento econômico não gera paz na Terra, já que a estatística do lucro não leva em conta a miséria".

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Por que não nos preparamos para a morte?


Outro dia lembrei do filme do Conan (é o novo!) e da raça de ciclopes apresentada no filme. Os tais ciclopes tinham 2 olhos, mas fizeram um acordo com uma bruxa e trocaram um dos olhos pela possibilidade de ver o futuro. A bruxa os enganou e a única coisa no futuro que eles viam era a cena própria morte. Se tornaram assim um povo triste.

Hoje em dia estamos completamente despreparados para a morte. Morrer não é contemporâneo! Se eu chegar para um familiar meu, meu pai por exemplo, e falar do futuro, após a morte dele, valha'me'teos! É uma barbaridade! Mandam logo a gente bater na boca, mudar de assunto, se calar!

Porque?! Ora bolas! Se existe uma certeza nesse mundo é que após a vida vem a morte! E pra muitos, o fantasma da morte rondando é um aviso de que a festa tem hora para terminar. Ué?! Não era melhor então aproveitar o tempo até o final?

Morte e religião

Os religiosos dizem que, no fundo no fundo, todo ateu crê em deus no leito de morte. Inclusive vivem inventando que ateus famosos antes de morrerem clamaram por Jesus ou coisas do tipo. Mas eu digo o contrário: Todo religioso, no fundo no fundo, crê no nada após a morte! Senão não teriam tanto medo dela!

Consigo até ampliar essa afirmação anterior: Todo ser vivo, no fundo no fundo, sabe que a morte é o fim! Quem vê o desespero de um gnu tentando salvar sua pele (thanks NatGeo!) entende o que falo. Já os seres humanos, dotados de razão e pensamento, se tocaram do que é o não-existir e, agoniados com o pensamento, trataram de se ludibriar com algo a mais! Mas... no fundo no fundo... você morre de medo de estar certo (ou errado) de que depois da vida vêm o nada!

Copo meio-cheio, meio-vazio

Imagine se agora, nesse momento, você fosse abençoado amaldiçoado com a visão da sua morte, com data e hora, e soubesse que está exatamente na metade da sua vida. O que você faria? Sentiria alívio? Ansiedade? Será que você ainda teria coragem de ter uma vida estática, melancólica? - Poxa... já passou metade! Acho melhor aproveitar! Infelizmente, provavelmente, a grande maioria iria ficar como os ciclopes, cabisbaixos, falando que já passou metade. É àquela mesma turma que quando chega julho, diz que o ano já acabou! (ah como eu tenho raiva disso!).

Encarar a morte

Para o ser humano ocidental padrão, encarar a morte é tão desagradável que ele prefere apagar ela completamente da mente e, de tempos em tempos, levar o tabefe dela ao ver familiares e amigos indo com o passar dos anos.

Acho um absurdo ver pais que escondem a morte de filhos, impedindo-os de irem a enterros ou substituindo animais de estimação imediatamente apos seus falecimentos. Isso é um erro grande! Afinal o ser humano precisa estar consciente do fim da vida para dar valor à esta. Ele precisará encarar situações de morte e o treino dessas emoções quando jovem é importante.

Somente assim talvez tenhamos o retorno do orgulho da morte, como na idade antiga e média, onde um ser humano pode pensar no mundo após sua passagem, e pensar orgulhosamente que mensagem ele quer que ecoe após seu perecimento.

terça-feira, 22 de junho de 2010

Por que andar de carro é uma idiotice?

Vivo numa cidade de 3 milhões de habitantes. E pra boa parte desses habitantes, o sonho de ter um automóvel é uma realização pessoal. OK, ter dinheiro suficiente para adquirir um automóvel é de fato uma realização, ainda mais no meu país, Bananalândia, onde os carros têm o dobro do preço, com metade das funcionalidades, e o povo ganha 1/4 do que um extrangeiro ganharia na mesma função. Bom, não importa... o que vale a pena pensar é que aonde vivo já existem quase 700 mil carros, e que esse número só aumenta. E que entre os meus símios conterrâneos, o desejo de ter um carro é muito maior do que o desejo de ter transporte público de qualidade.

O automóvel dos dias de hoje (2010d.c.) são uma incongruência incrível! Senão vejamos:
  • Um automóvel pesa em torno de 1 tonelada, e na grande maioria dos casos leva somente um passageiro de 80Kg na média.
  • 95% do combustível fóssil gasto por um carro é somente para movimentar a massa do carro.
  • Um motor a combustão precisa de vários subsistemas para se manter funcionando, como refrigeração, lubrificação, sistema de partida, controle de injeção, etc. O motor a combustão é uma máquina complexa, suja, fadada à inúmeras falhas por mais moderna que seja.
  • Um automóvel ocupa uma área em torno de 7m² na rua para movimentar um ser humano que ocupa 0,25m² sentado.
  • Existem 650 mil automóveis na minha cidade (Março de 2010), que ocupam uma área de 4.550 Km².
É muito foda ver que a grande maioria das pessoas acham realmente que resolver seu problema em particular (adquirindo um carro, por exemplo) é o melhor para ele próprio. Lembro de um amigo meu comentando que o carro nunca vai deixar de existir. Será?! Será que a evolução da carruagem é de fato o melhor meio de transporte para o ser humano? (Lembro agora do filme Star Troopers, que mostrava um futuro sem automóveis).

Sim, e ai? O que eu devo desejar ao invés de um carro?

Transporte público de qualidade! Essa é a resposta! Imagine que você possa ter um tipo de transporte rápido, que não pegue congestionamento, seguro, tranquilo (onde você possa fazer alquela leitura que diz que nunca tem tempo), e acima de tudo barato! Estúpido seria não usar!

Há algum tempo (quando eu tinha tempo...) eu fiz um esquema das linhas de metrô para minha cidade. Demorei um dia inteiro analisando uns mapas que tenho, e desenhando as linhas. Gostei tanto do trabalho que publiquei na wikipedia! Vejam imagem abaixo:

Agora veja a cena: Você sai de casa no seu veículo (bicicleta, veículo elétrico, a pé, ou até carro) até a estação mais próxima, estaciona (em um estacionamento subterrâneo, com uma praça em cima, para melhor ocupar os espaços), pega o metrô (subterrâneo, rápido, limpo, e fácil de usar), e em menos de 30 minutos você pode estar próximo de onde quiser. Se a estação de chegada for ainda longe do seu destino, você pode aproveitar para dar aquela caminhada que seu cardiologista há tempos pede pra você dar! É tão ruim assim?!

Tenho outras necessidades que o transporte público não atende. E ai?

É notório que o lazer muitas vezes demande que você tenha um meio de transporte. É comum aonde moro se fazer pequenas viagens ao litoral, coisa que é muito difícil de se fazer com transporte público urbano. Mas para isso existem muitas respostas ao problema:

  • Aluguel de carros: Sim, que tal pagar para usar o carro somente quando realmente precisa dele?! Sabia que eles deixam o carro aonde você precisar? Sabia que por mais caro que você ache que seja alugar um carro, isso é muuuito mais barato do que taxi, ou do que comprar um automóvel próprio? (conheço um cidadão que vendeu o carro e passou 2 anos da vida dele viajando com esse dinheiro!)
  • - Veículos elétricos pequenos: Ai ai... como é ruim nascer na época errada! Meu fascínio por veículos elétricos é tão grande que preciso de um tópico só para ele...

Vale a pena ter um veículo elétrico?

Ainda não, mas vai valer muuuito! O veículo elétrico dos meus sonhos ainda não existe, mas (será o Benedito?!) deve estar muito próximo de sair do papel. Ou as montadoras são muito idiotas em aind a não investir nesse mercado.

Hoje já temos tecnologia suficente para fazer um veículo intermediário entre uma moto e um carro, com as vantagens dos dois:
  • Leve e seguro: Pensando em torno de 400Kg, capaz de levar 2 adultos em um cockpit similar aos dos caças de guerra, em uma estrutura segura contra acidentes, como de um carro de formula um.
  • Elétrico: O motor elétrico já tem mais de 100 anos, e ainda assim é uma maravilha! Não precisa de lubrificação extrema, nem refrigeração, nem quaisquer outros sub-sitemas. E ainda assim consegue dar torque máximo imediatamente, coisa que nem o motor mais esportivo consegue!
  • Barato: 'Encher o tanque' de um elétrico para uma mesma autonomia custa no máximo 10% do valor que seria gasto com combustíveis fósseis. E com tecnologias como freio regenerativo (que transforma a energia de frenagem em energia novamente), o que era econômico fica ainda mais. O valor do automóvel também deve ser algo i ntermediário entre uma moto (R$ 6mil) e um carro (R$ 30 mil).
  • Moderno e esportivo: Como o apelo mercadológico é impotante no mundo capitalista, o produto deve ser vendido como algo esportivo, seguro e moderno. Minha idéia para esse ponto é que fosse um veículo de 3 rodas com tilting, ou seja, que se inclina como uma moto.

Minha família tem mais de 2 membros, como fica?

Essa bobagem de que não compra um carro de só 2 lugares porque não dá para levar todo mundo é só cultural. Afinal, quando inventaram que a carruagem auto-propelida teria 5 lugares, a média familiar era de mais de 10 pessoas por núcleo! Então não é argumento!

E se a industria conseguisse quisesse colocar um veículo de 2 lugares, mas que custasse a metade do preço, bastaria comprar 2 veículos!

Enfim, se você tem que ter um automóvel e ainda não se tocou do quanto gasta com ele, ponha no papel! Reflita e pense: Será que a indúsitria de auto-peças e petrolífera de fato não quer que eu troque meu carro por algo mais simples e mais eficiente, para continuar lucrando?!

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Por que astrologia é bobagem?


Esta semana instalei um novo programa chamado Stellarium (www.stellarium.org - Software Livre para Linux). Trata-se de um guia muito completo de observação estrelar, para uso com ou sem equipamentos de observação. O programa permite ver os astros visíveis em uma dada localização e em uma dada data, ver detalhes dos astros e detalhes das constelações das mais diferentes culturas humanas (astecas, egípcios, chinês, e até tupi-guarani).

A questão que muita gente não compreende é que as constelações são construções humanas. São representações de imagens humanas (animais, coisas) em estrelas ou agrupamento de estrelas que não têm ligação alguma umas com as outras (do ponto de vista da Terra ela estão próximas, mas de fato não estão!). E que cada agrupamento humano 'viu' imagens diferentes nas estrelas, olha que interessante! Aonde um asteca via uma serpente, hoje o ocidental vê Aquário. Se você entende que são construções humanas, deve saber também que o significado de cada coisa também é mero devaneio humano!
Sim, e os planetas?

Marte é um planeta. Quando os antigos começaram a olhar o céu estrelado, viram que algumas 'estrelas' não eram fixas na abóbada celeste. Elas andavam muito rapidamente, e as vezes faziam movimentos espirais no espaço. Chamaram esses astros de planetas, que significa "aquele que vagueia".

O significado de cada planeta também é uma convenção humana. Marte (equivalente grego Ares) foi batizado como o deus da guerra por ser vermelho e por ser rápido. Seu significado astrológico também é da mesma forma; algo que alguém disse: isso é assim e pronto!

Astrologia é uma ciência?


Não! Claro que não! Ciência é tudo aquilo que usa o método científico de análise, ou seja: Precisa ser testado e validado à experimentação, e seus resultados precisam ser iguais em cada experimentação. Como a associação de 'significados' dos movimentos é completamente arbitrária, não há como provar que isso está certo ou não.

Quer dizer que nenhum astro influencia em nada na vida humana?


Somente um astro exerce comprovadamente influência na terra: A Lua! De fato muitos cientistas procuram a relação do período fértil humano com as fases da lua, ambos com 28 dias. Também é lógico lembrar da influência gravitacional nas marés. Porém não se extende muito mais que isso: Essa balela de que cortar cabelo dependendo da lua é a maior lenda urbana (o cabelo cresce a uma taxa média de 1cm por mês, independente da lua). Em mim, a influência do astro ocorre! Em noites de lua cheia dá uma vontade imensa de ir no bar Zé do Mangue tomar umas!

Astrologia de jornal é balela, mas mapa astral funciona, né?

Não. Não serve de nada. Você pode achar que funciona, porque você como ser humano está sempre buscando se classificar em algo. Mas a influência de astros a centenas de anos luz de distância não dita quem você é. Você é uma mistura de genética e educação. Se quer se rotular classificar em alguma coisa, que tal pesquisar sobre eneagrama?

Em um passado remoto o astrólogo e o astronomo eram a mesma pessoa. Mas em algum momento da história, uma parcela dessas pessoas se deu conta de que o universo é grgante, gigantesco! Maior do que qualquer coisa que você possa pensar. E que a posição de astros no céu nem deve se levar em conta, já que a luz daquele astro levou milhares ou milhões de anos viajando até chegar ao seu olho. Provavelmente o astro em questão nem mais lá está, ou pode até nem mais existir!

Se esses atuais astrólogos pegassem uma luneta em uma noite aberta, veriam o tamanho do universo, e talvez se tocassem da irrelevância humana perante o espaço. Como disse Sagan, "somos poeira de estrelas".

domingo, 6 de junho de 2010

Por que Darwin é um dos seres humanos à parte?

Hoje fui ao cinema assistir o filme 'Criação', que mostra a história romantizada de Charles Darwin anos antes da publicação de seu livro 'A Origem das Espécies'. O filme mostra basicamente o conflito de Darwin entre amigos que o incentivavam à publicação do texto e sua esposa, que temia o castigo de deus pela heresia de sua descoberta. Tudo isso temperado pela perda da fé de Darwin após a morte de sua filha primogênita, que no filme é retratada como uma possível sucessora de Darwin nos pensamentos evolucionistas.



Mostrar um Darwin humano, temente à deus, foi uma ótima surpresa! Havia lido num blog amigo uma crítica ao filme por ele se ater pouco à teoria da evolução. Mas isso foi ótimo! Ver que a idéia da evolução teve um parto difícil, longo (foram 10 anos para Darwin ter coragem de publicar) para mim só dá mais valor à força dele em enfrentar o mundo e lançar a semente para a desconstrução do pensamento retrógrado da religião.

Nunca li 'A Origem das Espécies' original, mas terminei semana passada o livro 'O Maior Espetáculo da Terra', do estimado polêmico Richard Dawkins. O livro é, nas palavras do autor, tudo aquilo que Charles Darwin precisaria ler para saber nos dias de hoje até onde sua teoria teria chegado. Dawkins não poupa elogios à Darwin, mostrando que mesmo sem conhecer a genética, Darwin estava corretíssimo quando porpôs a herança de características entre pais e filhos. Se você ainda têm dúvidas a respeito da evolução, leia! Se você não tá afim de encarar 400 páginas de biologia evolutiva, vou relatar em posts futuros os pontos principais do livro.

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Se a razão é uma dádiva do céu, e se o mesmo se pode dizer quanto à fé, o céu nos deu dois presentes incompatíveis e contraditórios.
"Pensées Philosophiques" in: Œuvres de Denis Diderot,
Volume 1‎ - Página 245, item V, Denis Diderot,
Jacques André Naigeon - J.L.J. Brière, 1821